13 de outubro de 2015

|| HAUNTED 15 - Trust No one? ||





– Acho que parece impossível se afastar –ele comentou 
– E eu acho que se preocupar com isso não é solução – sorri de canto

Louis me puxou pra perto e eu pousei a cabeça em seu ombro, pra mim não está ficando só impossível me afastar, como também está ficando inevitável não me apegar à ele, tarde demais pra pensar em alguma coisa. 



[...] 



Acordei com a voz do Louis, abri os olhos e o avistei andando de um lado para o outro já de roupa falando ao telefone. 

– Mas... Como conseguiram descobrir isso? Sim.... Okay.... 

Não demorou para que ele desligasse e depois desviou o olhar pra mim. 

– Algum problema? 
– Parece que conseguiram descobrir alguma coisa sobre nossos amigos – jogou o celular na comoda – é uma facção, divida por Miami, Los Angeles e estranhamente Alabama

Pensei um pouco e lembrei quando Mike disse que era de Alabama, mas antes de soltar a informação, coloquei uma camiseta e me sentei na cama. 

– Mike é do Alabama – o encarei – talvez tenha alguma ligação
– O tal de Andrew te ligou, pensei em atender mas achei que seria estranho 
– Eu... cancelei o jantar com ele – dei de ombros – agora ele está querendo um motivo pra cancelar tudo 
– E tem? 
– Não acho certo ficar com você e depois sair com ele, imagina depois explicar isso? 
– Ou minha companhia é melhor que dele – sorriso convencido 
– Louis você fica melhor quieto 

Peguei meu celular vendo além da chamada perdida do Andrew havia uma mensagem do Will, meu amigo na época do polícia, depois que entrei na FBI dificilmente conversamos, então imediatamente abri a mensagem.

Franky? Sei que está ocupada, mas tem uma garota aqui, está detida por porte de drogas, mas ao ver uma foto sua no meu celular, disse que te conhecia, achei bom te falar, o nome dela é Naomi, tente me retornar o mais rápido possível! - Will 

Quando terminei de ler, chamei a atenção do Louis e mostrei o celular, ele pegou o mesmo e aproximou de si para ler a mensagem, depois voltou o olhar pra mim parecendo querer saber se eu teria uma solução para aquilo. 

– Precisamos ajudá-la – deixei isso claro 
– Mas... se os pais dela estão no meio disso, quem garante que ela é inocente? 
– Anne me falou isso quando me descobriu, disse que eles não sabiam de nada 
– Podia estar blefando 
– Mas pode ser verdade

Ele parecia ainda pensar, provavelmente em alguma hipótese, mas logo soltou um suspiro alto, já significando que eu tinha vencido e iríamos ajudá-la. 
Procurei um tênis, e quando achei o all star preto, o calcei e fui até ele que se levantava da cama ainda se espreguiçando. 

– Acho que deveríamos ligar pra equipe – sugeri 
– Ainda não, quando surgiu que você era traidora, Benjamin arrumou mil acusações, com ela não vai ser diferente 
– Tudo bem, então vamos logo 

Passei a mão pelos cabelos tentando deixar os fios pelo menos um pouco alinhados, só que parecia impossível e eu não tinha tempo pra pensar em me arrumar. 
Não demorou para que estivéssemos dentro da minha Picape, que não está em um dos seus melhores estados e claro, enquanto eu dirigia Louis não poderia deixar passar a chance de me irritar fácil assim.

– Já pensou em colocar isso em um museu? Acho que eles te pagam bem 
– Não está tão ruim assim – o olhei de relance 
– Ah, não – disse irônico – meu avô deve ter dirigido carros melhores que esse na época que era jovem 
– Quando eu tiver dinheiro, penso em um carro, enquanto esse estiver andando pra mim é ótimo – parei no sinal vermelho 
– Então é melhor fazer suas contas, essa lata velha não dura muito – riu 
– Para de falar do meu carro – o encarei – no fundo eu gosto dele, até tenho dinheiro pra talvez trocar, mas agora não tenho vontade 
– Você tem péssimo gosto pra carros 
– E pra homens também – sorri notando que naquele momento a discussão estava vencida 

Ele revirou os olhos e apontou para o semáforo que estava verde. 
Então continuei a dirigir e por sorte, consegui alguns minutos de silêncio na presença do maior tagarela do universo. 
Ao chegar na delegacia, deixei o carro no estacionamento e entrei. Me sentia com certa nostalgia, podia fazer pouco tempo, mas sentia saudades de todos ali, sempre foram unidos e empenhados. 
Depois de cumprimentar a Hilary e o Nick, fui direto ao encontro do Will que acabara de sair da sala onde fazem pequenos interrogatórios. 

– Will – o chamei 

Ele me encarou imediatamente e logo sorriu, me aproximei dele lhe dando um beijo no rosto e infelizmente um rápido abraço, porque de qualquer forma, estamos em um ambiente de trabalho. 

– Ah, esse é o Louis, meu parceiro na FBI – apontei pra ele 
– Parece que alguém roubou meu lugar – disse bem humorado – sou Will – estendeu a mão 
– Louis – apertou sua mão – e a Naomi? – cortou as apresentações 
– Está aqui – fez um sinal para a porta – querem falar com ela? 
– De preferência, acho que precisamos esclarecer algumas coisas – tentei explicar – tem haver com a missão 
– Tudo bem, dessa vez passa – abriu a porta – fiquem a vontade, qualquer coisa me chamem 
– Sabia que podia contar com você, Will – pisquei e sorri 

Entramos na sala e fechamos a porta. 
Ao me virar, logo vi os cabelos loiros da Naomi, que estava sentada com as mãos apoiadas na mesa, andei um pouco e me sentei na sua frente, ao olhar em seus rosto notei os olhos um tanto vermelhos que agora pareciam surpresos em ver à mim e o Louis. 

– Pensava que não viria – ela disse – será que podem me explicar o que está acontecendo? – perguntou – eu não fiz nada, te juro! 
– Naomi, calma – Louis tentou manter o controle da situação – precisamos que você conte o que houve com você desde a festa de aniversário do seu pai – puxou uma cadeira e sentou-se do meu lado 
– Bem, sem mais nem menos meus pais deram uma desculpa e foram embora... fiquei na festa pra manter as boas aparências e meu irmão ficou comigo, quando voltei pra casa, estava tudo vazio, então no dia seguinte, minha mãe anunciou uma lua de mel surpresa pra eles dois – deu de ombros – não foi surpresa pra mim, os dois sempre aparecem com novas loucuras... mas notei o clima estranho, essa semana eles não deram notícias, achei ainda mais estranho. Hoje minha casa foi simplesmente invadida e eu fui acusada de ser a dona dessas drogas, afinal só eu estava na casa 
– E seu irmão? – perguntei 
– Ele está na casa de um amigo fazendo os trabalhos do colégio mas... e vocês? 
– Naomi – tentei buscar as palavras – sinto em dizer que você sabe muito pouco sobre tudo 
– Seus pais estão presos pela FBI, não houve nada na TV porque a missão ainda está oculta – Louis explicou de uma vez 
– Presos? – negou com a cabeça – como é possível? 
– São acusados de participar de assaltos e agora uma facção escondida – olhei em seus olhos – sinto muito 
– Não respondeu minha pergunta ainda – cruzou os braços 
– Somos agentes da FBI – Louis respondeu – estávamos disfarçados e agora vamos precisar da sua ajuda 
– Querem que eu fique contra meus pais pra me aliar á vocês? – ergueu uma sobrancelha 
– Não, quero que você fique do lado da justiça porque seus pais são criminosos e você não tem ideia do que eles já fizeram – disse à altura 

Naomi olhou para as próprias mãos que estavam sob a mesa, provavelmente é confuso demais receber uma notícia assim, ter uma família perfeita e sem mais nem menos, descobrir que isso não passa de uma mentira. 

– Eu não sei de muito – finalmente disse algo – mas no que eu souber, posso tentar ajudar 
– Você está fazendo o certo, não precisa se preocupar – Louis tentou ser positivo (pelo menos dessa vez) 
– Só é... estranho – murmurou 
– Vou pedir pra darem um jeito nisso – me levantei – vou te tirar daqui, sei que não fez nada 
– Obrigada, Franky – me encarou e sorriu de canto – é seu nome mesmo não é? 
– Sim – ri baixo – é meu nome, só que não é Tomlinson, na verdade é Edwards 
– Vocês fingiram muito bem ser um casal, não cheguei a desconfiar 
– Somos ótimos atores – Louis disse algo evitando me deixar sem resposta 
– Tenta ficar calma,  vou dar um jeito de te ajudar – pousei a mão em seu ombro 
– Meu irmão... preciso falar com ele 
– Depois vão deixar você ficar com seu celular – me afastei – agora só precisa de calma, vamos resolver os outros problemas 

Saí da sala junto com Louis. Pedi para que ele ligasse pro escritório, e enquanto ele tentava explicar situação no telefone, fui até Will que estava apoiado na mesa olhando para as folhas de uma pasta. 

– Brincando de policial? – ri 
– Não – sorriu – na verdade é um caso bem sério – olhou pra mim – acredita que três pessoas morrerem aqui por perto e o tiro foi no mesmo lugar e com o mesmo tipo de arma? 
– Isso é bem estranho, mas você vai resolver isso 
– Mais estranho ainda é ter que resolver isso sozinho – revirou os olhos e se sentou
– Sei que sente minha falta – me gabei 
– Mas não vou admitir isso nem morto – me encarou – parece que sua missão está difícil 
– Na verdade impossível – me sentei ao seu lado na mesa – eles me falaram uma coisa simples e agora parece que na realidade a FBI que foi enganada 
– Boa sorte... vou tentar te ajudar com a garota
– Preciso falar com o irmão dela também, ele ainda é menor de idade, nem sei onde eles vão morar 
– Procura algum parente próximo 

Pensei um pouco e lembrei de quando notei que eles usavam o mesmo anel, menos o pai da Mark, fazendo com que provavelmente ele não fizesse parte disso tudo. 

– Acho que tem... 
– Falei com o pessoal – Louis apareceu  por enquanto não querem falar com a Naomi, mas disseram que agora estamos responsáveis por ela, ou seja, pode liberá-la, agora é por nossa conta 
– Tudo bem, podem levá-la, vou arquivar – se levantou 
– Então vamos? – olhou pra mim 
– Sim – me levantei 
– Não some mais, Franky, não pode esquecer seus amigos da polícia – bagunçou meus cabelos 
– Eu sei e eu não vou – sorri

Depois de me despedir saímos com Naomi, que ainda parecia apreensiva com a situação.

– Precisa ligar logo pro seu irmão – parei na sua frente – melhor ele escutar a verdade de você
– Quero um tempo pra respirar e digerir isso – cruzou os braços – acho que vou voltar pra casa e ligar pra ele 
– Quer nossa ajuda? – Louis perguntou 
– Não – negou – vou pegar um táxi 
– Vamos precisar falar com você depois, sabe disso, não é? 
– Sei bem disso 

Expliquei um pouco como as coisas ocorreriam, não demorou para que ela entendesse, por fim chamei um táxi e por enquanto, ela estava liberada. 
Entramos no meu carro e eu dirigi pra minha casa, não iria esquecer que pelo menos hoje é meu dia de folga, mas aparentemente o gastei trabalhando e agora já estava ficando tarde, porém eu dormi um bom tempo, ou seja, não estava cansada, mas o dia já foi suficientemente cheio.
Quando chegamos, saí do carro, porém me sentei no capô e não demorou para que Louis, até agora incrivelmente em silêncio, se sentar ao meu lado, virei o rosto e olhei pra ele que apenas encarava a rua nada movimentada. 

– Será que ela está falando a verdade mesmo? – questionou 
– Eu não sei, desde que comecei a trabalhar na FBI notei que não dá pra confiar em ninguém 
– É, a confiança acaba perdendo um pouco o sentido – desviou o olhar pra mim – temos que resolver isso logo, não posso ficar preso em uma missão pro resto da vida 
– Você tem pressa demais – ri baixo – acho que deveria ter paciência 
– Paciência é uma coisa que eu desconheço – coçou a nuca – não estamos passando muito tempo juntos? 
– Ahn... – pensei

Notei que ele tinha razão, dentro ou fora do escritório, continuamos juntos, mesmo sem necessidade. 

– Talvez, nem notei 
– Eu também não tinha notado 
– Algum problema nisso? 
– Me diga você, desde o começo foi contra isso 
– Não é bem assim – apoiei minhas mãos no capô 
– Por que sempre quer ganhar qualquer discussão? 
– Isso não é uma discussão, mas você tem razão nisso 
– Não respondeu a pergunta 
– Eu não sei, acho que isso veio do meu pai, ele nunca quis que eu fosse fraca 
– Nem conheci meu pai direito e espero não conhecer tão cedo 
– Queria um dia de folga em que eu não trabalhasse também – suspirei 
– Isso é um sonho que você não irá realizar tão cedo – riu 

Antes de dizer mais alguma coisa seu celular começou a tocar, quando ele olhou para a tela parecia confuso. 

– O que foi? – acabei perguntando por curiosidade 
– É a Amber 

Ergui uma sobrancelha sem entender, afinal, não conheço nenhuma garota que eu me lembre com esse nome. 

– Minha ex – explicou – lembra do começo a missão? 

Claro que me recordava dele chegando decepcionado em casa pelo término do namoro. 

– Atende – eu disse em tom óbvio 

Ele se afastou e atendeu o celular.Enquanto eu fiquei ali tentando me convencer que não estava nem um pouco incomodada com isso. 
Não demorou para que ele estivesse de volta se sentando do meu lado. 

– Ela quer simplesmente se encontrar comigo, não entendi nada – fez um sinal negativo com a cabeça
– E você vai fazer isso? 
– Não tenho mais nada com ela, por que iria vê-la? – sorriu – não vou trair minha esposa – debochou 
– Duvido muito disso – ironizei – acho que vou entrar e dormir um pouco, pelo menos amanhã é sábado, vai querer entrar? – me levantei
– Não, preciso ir pra casa, mereço descansar também 

Lembrei do Liam me falando como ele tinha movimentado uma equipe pra me ajudar, acabei sorrindo e voltei a ficar próxima dele. 

– Valeu de novo por mais cedo, talvez eu tivesse ficado presa por muito mais tempo com o Jesse 
– Você só estava lá por minha causa, acho que estamos kits – se levantou ficando de frente pra mim

Depois de falar coisas aleatórias, ele acabou se despedindo e indo embora, e eu entrando em casa, me jogando no sofá.
Comecei a pensar sobre comprar um lugar maior, talvez uma casa perto do escritório, com minhas economias e o que ganho agora, conseguiria um lugar, mas agora acho que tentar dormir parece a melhor coisa que tenho a fazer.
Saí do sofá e fui até meu quarto, ao chegar, notei a blusa de frio do Louis jogada sob a cadeira e só de estar próximo podia sentir um pouco do seu perfume, só de pensar o quanto me envolvi com ele fico confusa, foi tudo rápido e eu continuo tentando insistir pra mim mesma que não há nada demais, porém no fundo, sei que estou errada. 


continua... 




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OI OI! 

Tudo bem? Eu pelo menos estou (tirando o fato de ainda estar sem internet) 
Espero que tenham curtido o capítulo e se eu demorei, mil desculpas, é que tá foda pra postar :( 
Se gostaram comente aí o que achou, muito obrigada pelos comentários do capítulo anterior, sempre muito amáveis, (por isso amo vcs), é isso pessoal, beijão - mi 




13 comentários:

  1. Primeira á comentaaaar !!! kkk

    genteeeee meu nome é Hilary *-* kkkk , fikei tipo :O qnd lí meu nome , á fic Tá Perfeeeeeeeeeiiiiiitaaaaaa
    vc escreve muito bem , tó amandoo muito , é uma das melhores fics q já lí <3

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    1. ah q linda, amo esse nome haha <3 muito obg 'u'

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  2. Oiiii!! Tenho peninha de você sem nem, mas tá ótimo como sempre mi! De onde você tira tanta inspiração? Sério?! Eu entro pelo menos uma vez no blog pra saber se tem coisa nova, mas vlw pelo capitulo te amo linda :D

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    1. ai Sam vc tem sempre um dos melhores comentários haha <3 ah só escrevo, não sei de onde tiro :p obg amor

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  3. Amando dimaiis ♡
    Cada atualização é melhor que a outra *-*
    Continua rapidim

    DS

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  4. Deve estar foda msm!
    Mas ta mt bom! TO amando a FIC!!
    Bjaoo

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  5. Ai my josh!
    CONTINUAAAA!
    Ela ta super apaixonada por ele. E ele por ela! ❤❤❤❤❤ só não admitem.

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  6. Nuss mi! Sou muito lerda Aaron Johnson kkkkk vingadores kkk o mestre dos ladrões e outros filmes tops vlw por dizer

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    1. Perfeito, nos vingadores quando ele morreu meu irmão me zuou (ainda me zoa) por que eu chorei ele é muito gato

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Não saia sem comentar. Dê sua opinião!!! Malikisses *-*