3 de julho de 2015

La$ Vegas - X Capítulo

                                                       
                                                                Maybe



Barbara POV’s
 
Analisei novamente as evidencias na pasta vermelha que classificava o
caso de estrema importância. Se é que podíamos chamar aquilo de evidencia. Tudo
que tínhamos era um punhado de fotos que mostravam o quanto Malia tinha bom
que aquelas “dançarinas” eram, mas nada podíamos provar. Os agentes enviados
gosto para escolher lustres, cadeiras, e prostitutas. Quer dizer, sabíamos o
no lixo, nada com os seguranças, nada em lugar nenhum. Suspirei entediada
semanalmente para as boates sempre voltavam com uma grande sacola de nada. Nada
jogando a pasta no fundo de uma gaveta qualquer. Eu estava cansada daquele
caso.


  Cansada dos olhares que vinha recebendo diariamente dos funcionários, aquele tipo de olhar que deixa claro o quanto te acham incompetentes. Estava cansada principalmente de escutar meu pai tagarelar sobre aquele caso o tempo todo quando estávamos juntos. Sempre falando sobre como seria mais fácil se ele pudesse ajudar de alguma forma, sempre comparando com casos antigos que ele havia solucionado com grande êxito. Grande merda! Estava cansada da falsa compreensão que meu chefe fingia ter. Simplesmente cansada. Tudo que eu queria era poder usar aquela arma presa em meu coudre em alguém. E esse alguém tinha nome e sobrenome: Malia Hale. Estremeci irritada derrubando alguns porta-retratos de minha mesa. 

- Posso entrar? Ou estou atrapalhando seu ataque de fúria? _ A cabeleira loira de Joseph e seu belo par de olhos esmeralda invadiram meu campo de visão me fazendo suspirar. Eu nunca me cansaria de admirar aqueles olhos. Balancei a cabeça positivamente rezando para que ele me trouxesse boas noticias.
- E então, o que temos ai? _ Balancei a cabeça em direção a loucura de papeis que Joseph trazia em suas mãos. Ele deu de ombros.
- Nada de mais, só alguns resultados para o caso do Joe. Mas não vim falar sobre isso. Eu tenho boas noticias! _ Suspirei aliviada e caminhei até Joseph, o abraçando apertado. 




  Joseph e eu namorávamos há um ano mais ou menos. Ele era perito e era o melhor no que fazia. Não éramos o tipo de casal de muitas demonstrações carinhosas, mas éramos felizes.
- Espero que realmente sejam noticias boas. _ Ele sorrio maroto e se afastou um pouco para me mostrar uma foto.


- A policia local prendeu um homem chamado Billy Holmes hoje mais cedo. Ele carregava uma grande quantidade de drogas, mas do que geralmente é apreendido então resolveram envolver o FBI. Pedimos um nome em troca de sua liberdade e ele nos deu. _Nesse ponto da historia ele parou e voltou a exibir seu lindo sorriso.
- E qual era o nome? _ Meu coração palpitava de ansiedade. Tinha que ser ela precisávamos ter achado alguma coisa. Por menor que fosse.
- Malia Hale. Resolvemos investigar a história a fundo só pra ter certeza que o cara não estava apenas dizendo o que queríamos ouvir. Billy Holmes trabalha com a família Devine há anos, e há poucos meses foi contratado para fazer a segurança da boate de Malia. Sei que não é muita coisa Barbara, mas...
- É perfeito! _ O interrompi selando nossos lábios rapidamente. – É claro que não podemos prendê-la, mas podemos interrogá-la, era um funcionário dela e estava em horário de trabalho... _ Arranquei meu casaco do cabideiro às pressas e o vesti.
- O que esta fazendo?
- Irei lá agora mesmo.
- Barbara, você não pode fazer isso sozinha, não pode simplesmente entrar lá e enfrentá-la. _ Revirei os olhos e ignorei completamente os chamados de Joseph enquanto corria porta a fora.


                                                                              [...]

  Optando pela discrição, levei comigo apenas um homem para dirigir a viatura e alguém que eu podia recorrer se algo desse errado. Mas conhecendo o estilo discreta de Malia, eu sabia que ela não tentaria nada. Não naquele momento, bem no meio do dia, com sua boate cheia de funcionários curiosos.
  O lugar era ainda mais impressionante do que as fotos podiam mostrar, e as “dançarinas” eram ainda mais estonteantes. É claro que todos me lançaram olhares tortos quando entrei no grande salão, mas respirei fundo e segui até um homem alto que provavelmente era o segurança.
- Boa tarde! _ O homem se estia muito acima de mim, era como uma grande montanha, mas ainda assim estiquei meu braço para que ele visse o distintivo que eu segurava. – Gostaria de falar com Malia Hale. 


 - Verei o que posso fazer por você. _ O homem não esperou pela resposta, nem se identificou tão pouco, simplesmente deu as costas e partiu a longas passadas para uma sala no fim de um longo corredor.
  Caminhei até o bar ali perto e esperei pacientemente pelo retorno do homem. O ambiente não era exatamente amistoso já que todos ali me olhavam e cochichavam entre si, supus que eu não era a primeira agente a aparecer naquele lugar. Provavelmente estão comentando sobre como eu sairia com as mãos abanando como todos os outros veremos...
  Um funcionário em especial, um loiro claramente falso, não parava de me lançar olhares frios. Não estava fofocando como os outros, apenas observando...
- Agente, a senhorita irá recebê-la. Acompanhe-me. _ Saltei do banco e tive que apressar os passos para acompanhar o gigante a minha frente.
  Não caminhamos por muito tempo, e logo estávamos parados em frente a uma grande porta de mogno com um belo acabamento. O homem ao meu lado indicou a porta com um acenar da cabeça e eu entendi aquilo como um aviso para ir em frente. Usando da boa educação que meus pais haviam me dado, dei três leves toques na porta antes de ouvir um suave “entre” e finalmente abri-la.
  O ambiente era mais aconchegante do que eu havia imaginado, muitos livros, alguns quadros, e até mesmo alguns porta-retratos. A pintura era muito bem acabada e os moveis de uma elegância sem par. Minha mãe certamente adoraria ter aquele escritório para si. Malia, eu supus, se encontrava de costas para porta, preparando alguma bebida perto da varanda que tinha uma bela vista da cidade.
  Ela virou-se lentamente depois de me ouvir pigarrear e sorrio simples. Ainda sem dizer uma palavra sequer, caminhou até a grande poltrona de couro atrás de sua mesa e me indicou a cadeira a frente para que me sentasse. Foi o que fiz.
- Me acompanha? _ Ala levantou o copo me mostrando a bebida e eu prontamente neguei com a cabeça.
- Estou aqui a trabalho.
- Ah, claro. Ainda bem que eu posso beber no meu trabalho. _Ela voltou a sorrir exibindo lindos dentes brancos que chegavam a ser um contraste com sua boca bem pintada. – E então senhorita...
- Barbara. Agente Barbara, da narcóticos.

- Uau, FBI... Estou aqui morrendo de curiosidade para saber o que a trouxe aqui hoje agente. Certamente é uma mulher ocupada, assim como eu, imagino que não interromperia seu dia por besteiras._Senti o forte tom de ironia em sua voz, ela não estava nem ao menos tentando disfarçar. Respirei fundo tentando manter o profissionalismo.


- Você está certa, eu não viria até aqui se não fosse algo sério.
- Então me diga, o que a trouxe aqui? _ Malia terminou sua bebida e se encostou despreocupadamente em sua poltrona confortável, parecendo nada tensa. Estava me perguntando se era tudo fingimento ou se ela realmente não se importava.
- Um de seus funcionários, Billy Holmes, foi preso hoje mais cedo com uma grande quantia de drogas. E a única coisa que ele se permitiu dizer foi o seu nome.
- Ah Billy, ele não estava de serviço, hoje é seu dia de folga. Receio que não possa lhe ajudar, eu não sabia de nenhum envolvimento de Billy com drogas.
- Então contrata seus funcionários sem saber nada sobre eles?
- Claro que não! Uma boate como a minha não funciona com maus empregados agente. Acontece que nem sempre se pode saber de tudo. Billy parecia um bom homem, casado, dois filhos, anos no ramo de segurança... Nada de irregular aconteceu nessa boate em sua presença.
- Parece um funcionário exemplar...
- E era. Mas obviamente não poderei tê-lo de volta se conseguir sair da cadeia, sabe como é... Publicidade negativa para a boate.
- Claro... _ Balancei a cabeça lentamente sem desviar meus olhos dos grandes olhos verdes de Malia que voltou a sorrir.


- Bom, eu não faço idéia do porque de Billy ter dito o meu nome, eu claramente não sou uma advogada. Não posso ajudá-la agente, talvez deva falar com a família do homem.
- Farei isso.
- Ótimo, então estamos resolvidas.
- A não ser é claro que Billy estivesse levando aquelas drogas porque você mandou...
- Perdão? _ O sorrisinho exibido havia diminuído de tamanho, mas ainda estava lá.
- Foi isso que aconteceu? Eu simplesmente não consigo tirar da cabeça o fato de Billy ter justamente falado o seu nome. _ Ela suspirou voltando a se recostar na cadeira.
- Você parece ser uma ótima profissional Barbara... Por que não e conta o que mais você não consegue tirar da cabeça? _ O sorriso havia finalmente sumido, e agora ela me lançava um olhar frio que parecia enxergar através de mim.


- Pois bem... Todos os policias dessa cidade estão de olho em você, moça pobre e órfã sem nenhuma grande educação que der repente se tornou uma das maiores empresárias do país. Golpe de sorte Malia? Ou você andou precisando de uma ajudinha de amigos?
- Bom, se você queria dicas era só pedir. Tudo isso é fruto de muito trabalho duro agente, imagino que foi exatamente dessa forma que conseguiu seu tão prestigiado cargo. E é claro que existiram bons amigos dispostos a ajudar.
- Que amigos? Alguém da família Devine?
- Não sei o que esta sugerindo agente, mas sim, os Devine são clientes fies da boate. Assim como mais uma dúzia de grandes empresários, políticos, filantropos, e até mesmo alguns dos seus amigos de trabalho. Você mesmo disse agente, sou uma empresaria conhecida nacionalmente, sempre tem muita gente indo e vindo por aqui, não vejo porque isso seria um problema seu.
- Acho que vou precisar fazer uma inspeção em sua boate já que não quer facilitar as coisas e simplesmente me contar sobre seus amigos.
- Não a nada para contar... Você tem um mandato?
- Não, mas...
- Sem mandato, sem inspeção. Eu gosto de dançar conforme a musica, eu sigo a lei... Volte com um mandato agente, e estaremos mais que dispostos a deixar você farejar por ai. Agora preciso voltar a cuidar de meus afazeres. Passar bem. _ Malia simplesmente se levantou e partiu por uma porta perto da estante de livros, me deixando ali apenas na companhia de seu gigantesco segurança. Suspirei frustrada e caminhei porta a fora.
 Ela queria um mandato? Eu arrumaria um, eu faria qualquer coisa para “farejar” aquele lugar, e eu encontraria algo, sabia que sim...
                                              
                                                                                                                     Continua...
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Oi meu povo! Desculpa a demora para postar, eu não fiz isso
antes por motivos de: minha irmã também esta de ferias e 
não sai do computador um segundo sequer dele. Serio!
Bem, mas aqui esta ele, espero que gostem.

GENTE COMENTEM POR FAVOR,serio é muito, MUITO 
importante, vocês não fazem ideia.

Desculpem qualquer erro ortográfico, beijos Andressa
Reznick!





2 de julho de 2015

FLAWLESS ▽ EPÍLOGO - 2

LEIA AS NOTAS FINAIS :3
Just let me feel the rush like the first night
Wanna breathe it out cause I'm going out my mind
Gotta feel the touch like the first time
Cause I'm chasing the original high


–  Eu mesmo –  ficou de frente com ela 
–  Como você está vivo? 

Ben ficou em silêncio por um momento, enquanto a situação já havia chamado a atenção da secretária e outras pessoas que passavam por ali. 

– Não quer comer algo na lanchonete, sei lá – deu de ombros – queria te explicar tudo 
– Eu devo ter enlouquecido – passei a mão pelo rosto – me confundido 
– Skyler, sou eu, Ben! Você não enlouqueceu, estou aqui na sua frente 

Senti que minha pressão caiu, deslizei minha mão sob a nuca e notei estar soando frio. 

– Não desmaia, por favor – me segurou – posso te explicar 
– Como você pode me explicar?! Eu fui culpada da... 
– Não grita – me interrompeu – acho melhor falarmos em algum lugar mais reservado 

Depois de hesitar, decidi concordar, então fomos até o restaurante que ficava muito perto dali. Não conseguia dizer nada, ainda tentava digerir aquela situação que não fazia sentido algum... ele morreu e a culpa é minha, o que ele está fazendo aqui me levando ao restaurante? 
Quando chegamos, nos sentamos em uma mesa na parte um pouco mais reservada no restaurante. 
Fiquei de frente pra ele, tentei não olhar em seus olhos, não queria lembrar do passado, isso tudo parecia um grande pesadelo. 

– Skyler eu... fico muito feliz de te ver novamente 
– Pode me explicar o que está fazendo aqui depois de tanto tempo? 
– É uma longa história 
– Faz um resumo – eu disse nervosa – mas me conta como você está vivo? 
– Eu... era novo, Sky, tinha 18 anos, a única certeza que tinha era... que te amava, mas eu tinha um sonho, queria viajar, trabalhar com a fotografia então, peguei o dinheiro e forjei o assalto 
– Então você não me amava – olhei em seus olhos – até meus 18 anos eu me culpei da sua morte! Sabe o que é ter 16 anos e ter pesadelos todos os dias com a Lydia gritando que a culpa era minha?! 
– Me desculpa! – suspirou – eu não tinha outra saída 
– Você podia pedir minha ajuda, ter terminado comigo, qualquer coisa... mas não, você me deixou sozinha 
– Eu não consegui terminar com você, eu te amava demais 
– Isso é tudo menos amor 

Minha visão ficou embaçada pelas lágrimas que queriam sair, abaixei a cabeça e passei a mão pelo rosto limpando as lágrimas de imediato. É desesperador só de lembrar daquela época. 

– Se eu pudesse voltar no tempo eu com certeza teria ficado com você.... 
– Quer saber? – voltei a encará-lo – obrigado por ter ido embora, porque conheci um homem que me ama de verdade 
– Você... 
– Eu estou casada e tenho um filho, então só vai embora e nunca mais fala comigo 
– Uou, casada...filho.... – parecia processar a informação – esses anos eu fiquei culpado por te deixar aqui, voltei pra me desculpar 
– Dispenso suas desculpas – me levantei 
– Skyler – segurou meu braço 
– Me deixa em paz, escutou? 
– Só quero que aceite minhas desculpas, também fiquei culpado 
– Continue culpado, é péssimo não é? Pois foi assim que eu me senti – me soltei dele

Saí do restaurante o mais rápido que pude. Respirei fundo tentando esquecer aquilo, mas com certeza vai ser impossível. 
Ao chegar no estacionamento, dirigi meu carro até minha casa, quando cheguei, Caleb estava com Zayn na sala. 

– Boa noite – eu disse 

Antes de escutar suas respostas, eu subi as escadas até o quarto. Fui até o banheiro, joguei uma água no rosto e encarei minha imagem no espelho, parecia bem abatida, com certeza ele notaria. 
Ao sair do banheiro, Zayn estava entrando no quarto, encostou a porta e olhou pra mim. 

– Algum problema? – perguntou 
– Besteira, Caleb já tomou banho?
– Ele está bem, eu quero saber se você está – se aproximou 
– Não – desviei o olhar – mas não quero falar disso agora, pode ser amanhã? 
– Está me preocupando – disse desconfiado 
– Não precisa se preocupar com nada – sorri e o beijei – só estou cansada
– Tudo bem, vou colocar ele pra dormir 
– Valeu, preciso de um banho

Fiquei tão nervosa porque desde os meus dezoito anos eu tinha excluído esse assunto da minha vida, depois de Zayn esqueci totalmente. Agora ele volta pra minha vida sem mais nem menos... não mereço isso. 


<> 



Estava sozinha em um lugar escuro, quando escutei várias vozes ecoando no recinto dizendo coisas que eu não compreendia, gritei para que parassem, mas não paravam. Fechei meus olhos e ao abrir pude ver Ben com um sorriso no rosto olhando pra mim, logo depois sua mãe chorando, que ao notar que estava ali, começou a gritar "A culpa é sua!". 
<>


Me sentei de imediato, minha respiração estava descompensada, senti uma mão em meu ombro me afastei, mas ao olhar era o Zayn... o que houve comigo? foi só um pesadelo? Mas parecia bem real. 

– Skyler, olha pra mim – segurou meu rosto – me conta agora o que está acontecendo 
– Eu não consigo – fechei os olhos – me desculpe

Faz muito tempo que não me sinto desestabilizada desse jeito. Me levantei e fui até o banheiro, escovei os dentes e saí do quarto, desci as escadas até a sala e depois me direcionei à cozinha, tomei um copo d'água, e quando me virei Zayn estava ali e já conseguia notar que ele estava nervoso com a situação e não é por menos. 

– Sério? Vai tentar esconder as coisas de mim essa altura do campeonato? 
– É uma longa história que... eu não te contei 
– Skyler você sabe quase tudo de mim, eu te contei e você me ajudou, posso te ajudar também 

Eu sei que ele poderia me ajudar, mas eu o conheço muito bem, quando o assunto envolve ex-namorado já é um problema, imagine se eu contar a história inteira, porém o melhor é contar a verdade e ver logo qual vai ser sua reação, afinal nunca se sabe. 

– Hoje quando eu estava saindo do trabalho encontrei uma pessoa, nome dele é Ben, meu ex-namorado e... 
– Tudo isso por causa de um ex?! 
– Zayn, deixa eu terminar – suspirei – ele foi meu namorado quando eu tinha 16 anos, mas naquela época houve um assalto e ele morreu... depois descobriram que naquele dia ele estava saindo do banco porque iria fazer uma surpresa pra mim, então a mãe dele me culpou da morte, pode parecer pouco mas pra alguém com 16 anos foi muito e... quando eu te conheci eu tinha começado a esquecer a história, mas agora ele voltou e eu não sei mais de nada 
– E como ele voltou do nada 
– Quando o encontrei achei que estava ficando louca, mas fomos até um restaurante e ele me contou que forjou o assalto, ou seja, me culpei por anos de algo que não tem nada a ver comigo. 

Zayn me olhava com o maxilar trincado parecendo rever todos os seus conceitos do que fazer naquele momento, como sempre digo ele pode ter mudado, mas sua mudança não foi a água pro vinho. 

– Você não gosta dele, não é? porque sei lá, dizem que primeiro amor nunca se esquece e... 
– Não acredito que te falei tudo isso e você pensa nisso – revirei os olhos – vou dormir 
– Sky – segurou meu braço – sabe que eu me preocupo, eu sei que foi difícil mas sinto um receio porque simplesmente esse cara pode chegar e acabar com tudo 
– Malik – me aproximei – como um cara que fez isso comigo vai acabar com alguma coisa? Olha como eu estou – eu disse nervosa – o que eu tenho por ele é pura raiva por me deixar desse jeito
– Nunca te vi desse jeito, por isso estou estranhando 
– Não tenho ideia do que fazer 
– Sabe o que vai fazer? – acariciou meu rosto – esquecer esse cara e essa história, não vale a pena ficar perturbada por isso, já faz tempo 
– Eu sei – sorri de canto – vou esquecer – o abracei 
– E se ele aparecer de novo avisa pra mim dar um jeito nele – beijou meu rosto 
– Zayn – ri – sem ameaças, okay? – o encarei 
– Vou tentar, mas não prometer 
– Mas você não muda em 
– Totalmente? Nunca – sorriu – vamos dormir, agora? Caleb e Louis acabaram com minhas costas 
– ri  Tudo bem – o beijei 


DIA SEGUINTE



Finalmente sábado, mesmo assim tive que sair pra fazer compras no supermercado. 
Fui junto com o Zayn, como sempre eu procuro algumas besteiras e ele algumas coisas pra fazer comida, quando terminei, fomos direto para o caixa. 

– Esqueci de pegar o chocolate do Caleb – Zayn se lembrou 
– Vai rápido, então 

Ele saiu atrás do chocolate, quando virei para mantes a atenção nas compras, de longe notei Ben. 

– Ah não – revirei os olhos 

Abaixei o rosto virando para o lado oposto rezando mentalmente para que ele não me reconhecesse, mas quando escutei meu nome ser chamado e a voz ser completamente diferente do Zayn, respirei fundo já sentindo a encrenca. 

– Sky 
– Ben... o que eu disse? – o encarei – vai me seguir agora? 
– Na verdade estou morando perto, vim fazer compras mas... só quero que me perdoe, estou sendo sincero 
– Tudo bem, te perdoo agora vai embora
– Qual problema? 
– Skyler – escutei a voz do Zayn – algum problema? 

Fodeu muito – pensei 
Olhei para o Zayn que jogou o chocolate no carrinho e olhou diretamente para o Ben. 

– Ah, sou Ben – esticou a mão – deve ser o marido da Sky
– Se acha que vou te cumprimentar está bem enganado 

Apenas o carrinho que guardava as compras separava os dois, e eu ficava muito agradecida por isso, mas só pelas expressões do Zayn noto que isso não é nada para impedir uma briga. 

– Só estava tentando ser simpático 
– Seja simpático longe da minha mulher 
– Olha eu não quero nada com ela se é o que pensa 
– Não importa o que eu penso, importa que ela não está bem com você aqui, então sai daqui antes que eu mesmo faça você sair e será um grande prazer 
– Não queria sair da educação mas está me obrigando à isso 
– Chega – interrompi – Ben você só queria a merda do seu perdão não é mesmo? Então, já disse que te perdoo agora vai embora 
– Vocês não estão me entendendo, estou em paz, não quero encrenca 
– Como se importasse o que você quer – Zayn disse sarcástico – só sai daqui – disse pausadamente 
– Não quero mais problemas – ergueu a mão em rendição – espero poder conversar normalmente com vocês algum momento 
– Corta a boa educação, Romeu – Zayn revirou os olhos – segue seu rumo 

Ben me olhou por último momento, parecia esperar que eu dissesse algo para ajudá-lo, se acha isso está bem enganado. 

– Não escutou? Vou precisar pegar um microfone? 

Ele revirou os olhos nos deu as costas e saiu. Olhei para o Zayn que continuava o olhando se afastar ainda o fuzilando, abracei sua cintura e beijei seu rosto. 
Nem parecia que Ben era o mesmo cara que quase me fez desmaiar parecia que fiquei com mais coragem, não bem pela presença do Zayn ao meu lado, mas pelo fato de odiar ficar me sentindo acoada na presença de alguém. 
Ele olhou pra mim e me beijou rapidamente, piscou convencido me fazendo rir. 

– Como se um idiota desse fosse dar algum medo 
– Convencido – ri 
– Próximo – a moça nos chamou 

Claro que chamou a atenção de algumas pessoas, mas como aqui estava cheio, não demorou para que todos tomassem conta de suas vida.

(...) 

Estava em casa, enquanto Caleb corria e Zayn estava tomando banho. 

– Você vai cair - olhei pra ele 

Não demorou nem um minuto para que ele caísse e começasse a chorar, por mais da preocupação notei que aquele assunto de "praga de mãe sempre pega", é verdade. O peguei no colo e o levei até o sofá. 

–  Onde machucou?  perguntei calma 
–  aqui  mostrou o braço 
–  Nem machucou  beijei seu braço  vai melhorar rápido 

Ele assentiu segurando o choro, acabei rindo e o abracei. 

– O que houve?  Zayn apareceu na sala 
–  Machuquei papai  mostrou o braço 
–  Como? 
– Eu corri e caí 
–  O que eu te disse antes? 
–  Escovar os dentes?   perguntou inocente 
– Não  riu  antes disso 
–  Não correr? 
–  Sim, correr só lá fora  piscou 

Em sentido de brigar, Zayn é melhor que eu tenho que admitir, o que posso fazer se fico com o coração amolecido quando Caleb começa a chorar? Mas nem por isso tudo passa, quando fico nervosa ele entende bem. 
Quando estava perto de anoitecer, levamos Caleb até meu pai, porque hoje iríamos sair com Louis e Harry. 

– Pai vai cuidar bem dele não é?   perguntei 
–  Claro, sua mãe adora ficar com o Caleb e eu também  beijou meu rosto  sou ótimo nisso, melhor que seu marido 
– Começou  Zayn revirou os olhos 
– Antes que comece uma guerra vou embora mãe  a abracei 
– Tudo bem, meu amor  sorriu  se cuidem, porque vou cuidar do meu amorzinho muito bem  – disse animada – e sem brigas 
– Pode deixar senhora Diamonds e obrigado  Zayn disse mais simpático (no fundo ele gosta dos meus pais e bem mais da minha mãe) 

É estranho como somos (ou pelo menos tentamos ser) responsáveis, mas quando estamos na casa dos nossos pais parece que voltamos totalmente no tempo. 

–  Pra onde vamos?  perguntei quando entramos no carro 
– Lembra daquele bar com karaokê? 
– Boas lembranças  comentei baixo 

Antes de começar a dirigir ele me beijou e finalmente saímos. 

– Vamos logo antes que Louis me ligue gritando   ele disse 


continua... 



OLÁ! Espero que estejam gostando, e que tenham gostado do capítulo. 
ESTOU DE FÉRIAS FINALMENTE!! 
QUERO AJUDA DE VOCÊS! ENTÃO POR FAVOR LEIAM AQUI: 
Queria que você comentassem aí embaixo alguma coisa que você tipo, sonha que aconteça em FLAWLESS! Deixe suas ideias que as que eu achar que mais combina com a história eu vou colocar e dedicar o capítulos pras pessoas em questão <3 Valeu amores, beijos - mi

confira meu outro blog que estou começando - aqui