9 de maio de 2016

HAUNTED 29 - Wrong Way


- Mas tem uma condição.
- Pode falar, faço qualquer coisa. 
- Vai ter que me contar tudo mesmo, cada detalhe sobre todos, inclusive você... e vai ficar preso - Eu disse mostrando as algemas - eu estou confiando porém ainda não enlouqueci 
- Bem, eu não tenho outra opção. 
- Não tem mesmo - Eu disse o algemando - agora me diz tudo que você sabe. 

(...) 



LOUIS P.O.V. 

Quando terminei meu trabalho decidi sair até uma lanchonete próxima pra comer um lanche, estava morrendo de fome. 
Já estava na "Fast" quando me lembrei que Franky traria a lasanha, mas já fazia mais de duas horas que ela havia saído só pra pegar o celular. 
Enquanto comia, decidi ligar pra ela, por um momento estou até preocupado. Chamou algumas vezes e logo caiu na caixa postal, liguei de novo e nada. 
Terminei meu lanche logo, mandei uma mensagem pro Liam falando que iria sair e peguei meu carro indo direto pro apartamento, ao chegar olhei pro carro dela que estava parado na porta e suspirei mais aliviado. 
Subi pelo elevador e entrei no apart chamando ela pelo nome, segui até a cozinha e ela falava com nada menos que Mike um dos caras que eu mais odiava nessa investigação, o mesmo estava algemado com as mãos sob a mesa. 

- O que é isso? - Me aproximei dos dois 
- Bom te ver, Louis - Ele disse cínico 
- Tenho certeza que não falei com você - O fuzilei 
- Mark comprou alguns policiais, estavam tentando matar ele. 
- Não seria uma má ideia - Resmunguei 
- Louis - Ela chamou minha atenção 
- E você confia nesse cara, Franky? 
- Olha... sei que você me odeia - Mike suspirou - mas eu só não quero morrer e eu não faço mais parte da facção, tenho muitas informações e eles sabem que se precisar eu vou dizer tudo... um policial tentou me matar, eu só quero ajuda. 
- O problema é que não confio em você, Mike, não importa o que você diga. 
- Você não tem ideia das coisas que ele me falou, Lou... - Franky se levantou 
- E ele não pode estar te manipulando? 
- Não nasci ontem - Ela revirou os olhos 
- Vamos mesmo brigar por causa dele? 
- Não, mas eu acredito nele, o que ele me contou faz total sentido. Mark tem dinheiro pra comprar um policial, o que achamos nas contas no nome dele é muito pouco pro tamanho da facção. 
- Então se ele estiver certo, o que vamos fazer? Não dá pra manter esse cara aqui e fora que já devíamos ter ligado pro Benjamin à muito tempo. 
- Confia em mim - ela se aproximou - tenho uma ideia. 
- E eu tenho medo dessa ideia. 
- Vai dar certo - Me beijou 
- Podem me poupar do casal feliz? - Mike resmungou 
- Você não tem moral pra falar nada - O fuzilei - olha... acho que devíamos falar com o Liam e o Thomas, eles são de confiança. 
- Chama os dois aqui - Beijou meu rosto - vai lá, eu fico de olho nele. 
- Tudo bem. 

***


Quando abri a porta já estava preparado para os trezentos sermões do Liam. 

- Eu realmente espero que vocês dois estejam se confundindo e achando que hoje é primeiro de abril - ele disse entrando no apartamento 
- Tenho que concordar com o Liam - Thomas coçou os cabelos nervoso - se o Benjamin descobrir mata a gente. 
- Podem parar de reclamar e escutar o cara? 
- Pensava que odiava ele? - Liam ergueu uma sobrancelha 
- Só quero fazer o que é certo, quando acabar quero ele apodrecendo na cadeia. 
- Agora parece o Louis que a gente conhece - Thomas debochou 

Levei os dois até a cozinha, fui obrigado a ver a cena da Franky dando água pra ele. 

- Eu não vou soltar a mão dele - Se defendeu notando meu olhar 
- Bem... - Tentei ignorar - a questão é que tentaram matar ele e segundo o Mike tem policiais corruptos. 
- Isso é sério - Franky se aproximou - qualquer momento Mark pode escapar. 
- Vocês estão se escutando? - Liam perguntou indignado - o cara foge, fala que tem policiais corruptos e a gente aceita? 
- Faz sentido pra mim - Thomas deu de ombros 
- Qual é? - Liam revirou os olhos 
- A gente tem uma denuncia de um cara, mas não teve nenhuma credibilidade... só que é de um cara da mesma prisão do Mike - Thomas comentou 
- Tá... e o que a gente faz? - Perguntei 
- Tive uma ideia - Franky interviu 

***


- Todas as imagens da prisão 260? - Benjamin olhou pra mim confuso - por quê? 
- Achamos que tem policiais corruptos naquele lugar. 
- Fisk é da minha confiança, lá só tem homens escolhidos por ele, não se preocupe - 
- É sério, Benjamin, se eles não tem as imagens, já é um motivo pra desconfiar
- E por que dessa desconfiança? - Se levantou 
- Tem uma denúncia e eu não acho que é em vão... 
- Não vai desistir não é mesmo? 
- Não vou mesmo... 
- Tudo bem, tem autorização pra ir checar tudo e leva alguém com você. 
- Obrigado. - Eu disse saindo 
- Louis - me chamou 
- Sim? 
- Não está sabendo de nada que eu não saiba certo? 
- Nada que o senhor deva saber 

Sai antes que ele me enchesse de perguntas, na realidade eu não menti, apenas omiti o que eu de fato sei. 

***



- Nenhuma imagem? - Perguntei pro policial
- Tivemos um problema no sistema 
- Mas as cameras e computadores foram renovados à menos de um ano - Thomas comentou 
- Essas coisas tecnológicas - O policial deu de ombros 
- Essas coisas tecnologicas muitas vezes ajudam a pegar certas pessoas fora da lei - Tive que mandar a indireta 
- O que quer dizer? - Perguntou se levantando 
- Eu? Nada... apenas constatando fatos... senhor Fisk - Li seu crachá 
- Não ache que seu distintivo da FBI tem algum peso nesse lugar. 
- Eu realmente não acho isso. 
- Enfim - Thomas cortou a discussão - iremos investigar
- Por que? Está tudo em perfeito estado. 
- Só queremos checar - eu disse cínico 

Ouvimos um barulho e logo a porta foi aberta por Benjamin, que merda ele veio fazer aqui? 

- Com licença.
- Benjamin - Fisk sorriu indo até ele - quanto tempo. 
- Sim, vim verificar sobre o Mike, que fugiu. 
- Ah sim... e esses dois trabalham com você? - Perguntou 
- Sim...
- Pensava que os agentes da FBI eram mais controlados. 
- Louis o que você fez? - Benjamin me encarou 
- Por que eu? 
- Acho que é meio óbvio - Thomas sussurrou 
- Seu agente parece meio desconfiado - Fisk comentou 
- Sim... estou desconfiado mesmo, muito estanho um cara fugir, não ter nenhuma imagem da camera de segurança. 
- Foi apenas uma falha, Louis... sabe que isso é comum - Benjamin ignorou a desconfiança 
- Na minha opinião isso é sabotagem. 
- Louis - Thomas tentou me chamar a atenção 
- Espera, garoto... está desconfiando da minha integridade? 
- Estou, algum problema? 
- Tomlinson acho que é hora de você tirar o resto do dia de folga. 
- Mas... 
- É uma ordem, Louis - Benjamin disse e se aproximou - está com a cabeça cheia. 
- Ou você não quera acreditar que seu amiguinho Fisk é um corrupto de merda - O encarei 
- E que provas você tem?! - Elevou a voz 
- Ainda nenhuma, mas quando eu tiver... 
- Sem provas, sem culpados. 
- As vezes me pergunto porque você é meu chefe. - Me afastei. 
- Louis vai embora antes que eu tenha que tomar decisões drásticas. 
- Vamos, logo - Thomas o puxou. 

Sai da sala e entramos direto no carro, comecei a dirigir esperando Thomas dizer algo, mas só houve silêncio. 

- Não vai falar nada? - Perguntei 
- Você sabe que vou falar que quase arruinou tudo
- O Benjamin tá cego por causa desse idiota que é amigo de infância dele. 
- Talvez não seja ele o corrupto 
- Por favor, Thomas... - O olhei rapidamente - ele é o cargo mais alto daquela prisão de segurança máxima, se tiver algo acontecendo, ele é o primeiro a saber. 
- Cara, vai descansar... amanhã a gente vai resolver isso melhor, okay? 
- Tudo bem. 

***



Cheguei em casa batendo a porta, joguei a chave sob a mesa de cento e me sentei no sofá soltando um suspiro alto de decepção. 

- Então... - Franky apareceu 
- Ah... está aí? 
- Eu e Liam deixamos Mike em um lugar seguro, com uma tornozeleira pra acharmos... cheguei faz uns vinte minutos - Sentou-se do meu lado. 
- Hum. 
- O que houve, Lou? 
- Briguei com o Benjamin. 
- Deixa eu ver, perdeu o controle? 
- Exatamente - A encarei 
- Não vamos falar disso agora. 
- Não? 
- Não, já fizemos mais do que devíamos hoje, não acha? 
- Com certeza. 
- Então - Me beijou - contei pra minha mãe que você me pediu em casamento. 
- E ela? 
- Surtou, nem quero ver a cara do meu pai. 
- Tenho certeza que ele também vai surtar só que de forma diferente 
- Também acho - Riu - obrigada. 
- Por? 
- Ficar do meu lado, mesmo lá no fundo querendo matar o Mike 
- Acho que não estamos na FBI atoa, não é? 
- Sim - Sorriu
- Mas quando tudo isso acabar, quero várias recompensas. 
- Você é abusado, Tomlinson 
- Eu sou merecedor isso sim - A beijei - você não acha o Mike nada atraente né? 
- Ele só é bonito 
- Han? - A encarei 
- Eu falei bonito não que me atraio por ele. 
- Sei. 
- Para de ser idiota - Riu - se caras como Mike fossem meu tipo eu não estaria na FBI provavelmente. 
- Tá, não vamos falar mais desse babaca, tenho assuntos mais importantes pra tratar com você 

Ela sorriu e eu a beijei ficando por cima dela, beijei seu pescoço e senti suas mãos abrindo meu cinto, quando estava abrindo o ziper de sua blusa escutamos o interfone. 

- Merda - Resmunguei 
- A gente vai se casar, vamos ter tempo de sobra... já temos na verdade 
- Fala isso pro meu amigo aqui embaixo - Eu disse me levantando 

Atendi o interfone e voltei pra sala. 

- Pediu pizza? 
- Pedi... demorou tanto, pensava que tinham desistido 
- Queria muito que eles tivessem desistido. 

Fui até a porta e não demorou para o entregador aparecer com a caixa em mãos. 

- Vinte e sete doláres...  
- Toma - entreguei o dinheiro - fica com o troco - Fechei a porta. 

Deixei a caixa na mesa de centro e na mesma hora Franky atacou, parecia morrer de fome. 

- Não fica assim. 
- Até quando eu posso relaxar me atrapalham. 
- Se você comer um pouco e melhorar essa cara faço qualquer coisa que você quiser. 
- Qualquer coisa? 
- Minha palavra 
- Mais que fome, hein - Eu disse pegando um pedaço e sorrindo 
- Louis você não vale um centavo 
- Eu sei disso - Ri 

DIA SEGUINTE -

CONTINUA... 





19 de abril de 2016

HAUNTED 28 - Under Cover Of Darkness

- Só quero te chamar de minha mulher logo - Acariciei seu rosto - por que vou esperar mais? 
- Eu aceito, aceito, claro que aceito - Sorriu - Só você pra me fazer chorar uma hora dessa - Riu 
- Quero ficar com você pro resto da minha vida, será que entende isso? 
- Eu entendo... e também quero isso - Me beijou 

DIA SEGUINTE - 



Naomi P.O.V. 
  Eu ainda estava confusa com tudo que estava acontecendo e com o giro que minha vida deu depois de todas essas descobertas. 
Mas agora me sinto a vontade morando no apartamento que comprei, trabalhando normalmente e minha cabeça tem se ocupado com uma nova confusão, Liam Payne. 
É difícil decifrá-lo, eu gosto dele demais, na verdade talvez seja algo até maior que isso, tudo que ele tem feito por mim é surreal, ao mesmo tempo ele parece se negar a entregar-se pra algo mais sério.
Meu dia foi cheio de trabalho, começar em uma empresa não é fácil, porém estou me virando bem, até tenho um leve orgulho de mim mesma, afinal eu não tenho mais ninguém e ainda consigo seguir. 
Depois do dia de trabalho, cheguei no meu apartamento, primeira coisa que fiz foi tomar um banho e colocar uma roupa confortável, estava me preparando pra ver um filme de comédia romântica qualquer com a Jennifer Aniston quando meu interfone toca. 

- É bom ser algo importante - Pensei alto 

Atendi o mesmo e o porteiro perguntou se podia deixar Liam subir, disse que sim e então fui até a sala esperando que minha campainha tocasse. Quando isso aconteceu abri a porta e senti o cheiro de bebida vindo dele que estava apoiado. 

- Liam? Tudo bem? 
- Preciso conversar com você, Naomi 
- Pelo cheiro da bebida não deve ser algo bom. 
- Posso entrar? - Me encarou 
- Sim - Lhe dei passagem. 

Ele entrou cambaleando um pouco mas se apoiou na mesa e olhou pra mim novamente. 

- Então... fala, vou assistir Caçador de recompensas? 
- Já não assistiu esse filme umas duas vezes? 
- Eu gosto dele - Dei de ombros 
- Bem - Suspirou - por que eu vim? Eu sou um idiota mesmo - Parecia estar brigando consigo mesmo 
- Liam - Ri - o que houve? - Me aproximei 
- Eu gosto pra cacete de você Naomi, isso foi o que houve - Desviou o olhar - eu nunca senti isso, pensava que nunca ia sentir - Voltou a me encarou - mas está acontecendo e eu estou com medo, porque... sei lá o motivo, é estranho 
- Medo? Eu gosto de você também e já deixei isso claro, qual o problema? 
- Esse é o problema, parece que é a única coisa na minha vida que eu não consigo explicar. 

Soltei um riso baixo, é bem óbvio do que ele tem medo, de sentir algo que ele não pode explicar, Liam é totalmente racional, não age com base nos sentimentos, como uma garota aparece na vida dele e ele não sabe o que sente? 
Me aproximei e o abracei, logo beijando seu rosto e o encarei. 

- E você vem me dizer isso quando está bêbado? 
- Só tive coragem bêbado - Fez uma careta 
- Então... amanhã oito horas da noite. 
- Que? 
- Você vem me buscar e vamos sair juntos, me surpreenda. 
- Se eu te surpreender o que eu ganho? 
- Aí a surpresa fica por minha conta - Sorri 

LOUIS P.O.V. 

Cheguei no trabalho de ótimo humor, não sei porque mas acordei bem, entrei na sala e olhei pro Liam debruçado sobre a mesa com óculos escuros aparentemente só eu estou de bom humor. 

- Liam? 
- Hum? 
- Qual foi cara? Vai dormir encima da mesa mesmo? - Ri 
- Não tem graça - Suspirou se ajeitando na cadeira - ressaca. 
- Que merda você fez? - Me perguntei enquanto sentava 
- Por que tive que fazer alguma merda? 
- Só fica bebe desse jeito quando faz besteira - Disse em tom óbvio 
- Naomi... você tinha razão, tá legal? - Me encarou - eu to apaixonado pela filha do chefe de uma facção - Tirou os óculos 
- A facção vai acabar, para com isso, ela é uma garota bonita e legal, qual problema? 
- Não sei, tá tudo confuso, aproveitei que tava na boate e enchi a cara. - Relaxou na cadeira 
- Fala sério... relaxa, você tem medo dessas coisas. 
- Não é medo. - Revirou os olhos 
- Ah claro - Ri - mudando de assunto, alguma coisa nova hoje? 
- Por enquanto tudo calmo. 

A porta foi aberta e Franky entrou na sala jogando uma pasta na mesa. 

- Mike fugiu. 
- Mike? - Ergui uma sobrancelha 
- Esqueceu dele? Até teve ciúmes quando estávamos casados - Sorriu cínica 

FLASHBACK 

– Aquilo era real? – perguntei – Estava conseguindo informações 

– Eu já disse que não vou ser o corno da história e nosso foco é o Mark aquele babaca é só um capanga 
– Mas já me ajudou, tenho uma nova hipótese, eu estou me entregando na missão, parecendo a mulher dona de casa e inferior ao marido, coisa que eu NUNCA faria! Enquanto você está dando um chilique idiota por algo que nem ao menos aconteceu 
– Você mesma disse que não queria nenhuma mulher aqui em casa 
– A diferença é que ele faz parte da missão, sua namorada não 
– Ex-namorada – me corrigiu 
– Não sou obrigada a escutar suas idiotices e muito menos ser a pessoa que você vai descontar a raiva pelo dia merda que teve 
– Não estou descontado só falando que acho, nem isso eu posso 
– Essa briga com certeza é a mais idiota que a gente já teve – suspirei me acalmando – o que foi dessa vez? 
– Nada que você precise saber, Edwards 
– Hoje definitivamente não é seu dia – peguei as chaves de casa 
– Aonde vai? 
– Fugir de uma briga maior – sai da cozinha

-
Olha vamos esquecer esse assunto, foi a briga mais idiota que eu já tive com ela. 

- Como ele fugiu? - Liam perguntou 
- Ele estava sendo levado pra um presídio de segurança máxima, o problema é que o onibus foi parado e teve uma fuga de todos. 
- Será que ele vai tentar alguma coisa? - Perguntei 
- Não tenho ideia - Ela respondeu - ele fugiu ontem a noite, mas... sozinho não tem muita coisa pra fazer. 
- Espero que não - Liam disse revirando os olhos 
- E essa olheira? - Ela riu 
- Vamos deixar esse assunto quieto - Colocou os óculos escuros 
- Aposto que o assunto começa com Nao e termina com mi 
- Você e esse seu noivo são duas coisas viu - Bufou 
- Vou passar no apartamento pra pegar meu celular,esqueci - Me encarou - quer alguma coisa? 
- Traz um pedaço daquela lasanha que você fez? Eu to morrendo de fome e tenho que terminar umas coisas aqui. 
- Tudo bem - Me beijou - tchau meninos - Saiu da sala 

Olhei pra ela saindo e voltei a atenção pro computador. 

- Tem razão, vocês parecem casados - Liam debochou 
- Minha época de sentimentos confusos já passou - Ri 
- Isso foi golpe baixo. 

FRANKY P.O.V. 

Fui com meu carro até o apartamento, não demorou muito pra que eu chegasse. 
Ao pegar o elevador e chegar até a porta, notei a mesma com o trinco quebrado, peguei a arma da minha cintura e entrei, olhei para os lados e caminhei lentamente até a cozinha, ao entrar na mesma encontrei Mike que estava sentado, apontei a arma diretamente pra ele que ergueu os braços em forma de rendição. 

- Bom me dar um ótimo motivo pra não atirar agora mesmo - Eu disse 
- Eu preciso falar com você, Franky 
- Você precisa falar com um advogado, porque está bem encrencado. 
- Tenho informações importantes. 
- E por que fugiu pra me dizer isso? 

Ele se levantou e levou as mãos até a cintura, continuei apontando a arma diretamente pra ele, que subiu a blusa e mostrou um enorme curativo na cintura. 

- Estão tentando me matar... se eu ficasse mais um segundo preso, eles iam acabar comigo. 
- Poderia ter falado pra polícia. 
- A polícia tentou me matar. 

Agora ele havia conseguido me fazer formar um grande ponto de interrogação na minha cabeça. 

- Do que está falando? - Perguntei 
- Mark ainda tem muito dinheiro, ele comprou alguns policiais, a qualquer momento ele pode fugir. 
- Como ele conseguiu isso? 
- Nenhum homem é íntegro quando falamos de um milhão de dólares. 
- Você está blefando. 
- Franky... eu sei tudo que eu fiz tá legal? Não sou nenhum santo, sou um bandido mesmo... mas não quero morrer e eu sei que de todos os agentes, só você vai acreditar em mim. 
- Quem disse que eu acreditaria em alguma coisa que você diz? 
- Porque eu sei que você e o Louis, são um dos únicos que não me matariam nem por um milhão de dólares. 

Suspirei e conseguia ver que ele estava me implorando, ele pode ser o pior bandido, mas tem que pagar na cadeia, não morrendo. 

- Tudo bem - Abaixei a arma - vou te dar um voto de confiança 
- Obrigado, eu tenho muita coisa pra te falar... 
- Mas tem uma condição.
- Pode falar, faço qualquer coisa. 
- Vai ter que me contar tudo mesmo, cada detalhe sobre todos, inclusive você... e vai ficar preso - Eu disse mostrando as algemas - eu estou confiando porém ainda não enlouqueci 
- Bem, eu não tenho outra opção. 
- Não tem mesmo - Eu disse o algemando - agora me diz tudo que você sabe. 

Continua... 

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DESCULPA A DEMORA E SE TIVER ALGUM ERRO DE PORTUGUÊS EU POSTEI NA PRESSA, BEIJOS AMORES <3 QUALQUER DÚVIDA NOS COMENTÁRIOS. 


2 de abril de 2016

La$ Vegas - Capitulo XXXI

 R U Mine?


Liam POV's



  Ocupando o assento bem ao meu lado, Rebeka olhava fixamente para fora do carro, não realmente prestando atenção no transito caótico ou nas luzes extremamente brilhantes de Las Vegas, mas sim perdida em seus próprios pensamentos. Podia apostar toda a minha fortuna que aqueles pensamentos envolviam um certo governador, muitas armas e bastante sangue.

  Optei por vir para essa festa sem motorista caso as coisas ficassem feias demais e precisássemos sair correndo. Eu precisava dar um jeito de por na cabeça dessa pequena encrenqueira que dessa vez ela tinha que agir com cautela, mas agora com certeza não era o momento, Rebeka estava visivelmente com muita raiva e se eu fosse repreendê-la agora ela gritaria comigo de novo e nós brigaríamos. E isso era o que eu menos queria nesse momento. Ela esta tão sexy com aquela cara de raiva que eu só conseguia pensar em que lugar para, parar e foder com ela. Do jeito que conheço minha garota, ela iria adorar, sempre dizendo que sou careta e tenho que sair da minha zona de conforto, ou seja, um quarto.


- Quer saber... Eu não estou a fim de ir para casa agora. E você? _ Rebeka afastou lentamente o olhar da janela, como se mal tivesse notado que estava falando com ela. Fixou seus olhos cansados em mim por meio segundo e abriu um sorriso pequeno.

 - Então nos leve para outro lugar...

- Que lugar? _ Aproveitei o sinal vermelho para observar melhor a mulher extremamente atraente que era Rebeka. Ela mordeu levemente o lábio inferior e voltou a olhar para fora de sua janela.

- Me surpreenda Payne.

                                                      
[...]

  Parei o carro abruptamente fazendo Rebeka saltar ligeiramente de seu banco. A morena rapidamente se debruçou sobre a janela analisando o lugar atentamente. Desceu do carro antes que eu pudesse falar alguma coisa, e não pude fazer nada a não ser acompanhá-la.

- É um lugar bonito... _ Sussurrou enquanto passava os dedos no encosto do único banco de pedra que havia ali. Aproximei-me lentamente, passando meu braço ao redor de seu corpo e mantendo-a junto a mim enquanto distribuía beijos por seu pescoço. - O que exatamente nós viemos fazer aqui? _ Sorri.

- Eu não sei quanto a você... Mas eu estava pensando em um bom sexo selvagem pós noite estressante. _ Rebeka jogou a cabeça para trás, apoiando-a em meu ombro, enquanto soltava uma de suas gostosas gargalhadas.

- Sexo selvagem? Aqui? O que eu fiz com você Liam? _ Ela virou-se, lançando-me um olhar malicioso acompanhado de um sorriso de canto de boca capaz de derreter qualquer um. Suspirei.

- Você fez de mim um pervertido. _ Apertei meu braço ao redor de seu corpo acabando de vez com qualquer espaço entre nós.

- É o que se ganha por andar com uma Devine. _ Sua boca pequena percorreu devagar a linha de meu maxilar deixando ali pequenos beijos e mordidas. Esfregou sua pele macia por minha barba, me deixando trêmulo apenas com aqueles toques tão simples.

- Então eu devo dizer que estou adorando a recompensa. _ Ainda de olhos fechados enquanto esfregava seu corpo pequeno no meu, Rebeka sorriu o mais malicioso dos sorrisos. Desceu a trilha de beijos por meu pescoço, deixando para trás inúmeros pelos arrepiados, e mordiscou levemente minha orelha, ofegando ali, me deixando zonzo. Levei-a até o banco da forma mais delicada que pude. Por alguns minutos Rebeka me fez pensar que estava no controle, mas quando a morena me empurrou abruptamente na direção no banco, fazendo-me sentar, notei que estava longe disso.

  Caminhou ate mim lentamente, era como observar os movimentos de uma leoa prestes a atacar. Seus lábios pintados de vermelho ainda exibiam aquele maldito sorriso me deixando cada vez mais ansioso para tê-la. Finalmente Rebeka sentou-se no meu colo, sempre com movimentos lentos. Subiu lentamente o vestido elegante que usava para que eu pudesse ter um pequeno vislumbre de suas coxas. Cansado de apenas observar, deixei que minhas mãos se perdessem em seus cabelos longos, trazendo seu rosto para perto, e finalmente pude me deliciar com aqueles lábios. Nos envolvemos naquele beijo de forma profunda, parecia que o mundo ao nosso redor era um grande alto falante que tocava uma musica sensual do Arctic Monkeys. Então nos perdemos naquela musica imaginaria e deixamos que comandasse nossos movimentos.

  Rebeka rebolava, como se seu corpo vibrasse no ritmo daquela canção. Desci o seu vestido muito lentamente, vendo sua pele macia se arrepiar com meu toque. Era como se deixássemos trilhas de fogo um no outro a cada toque, a cada beijo. Beijei seu ombro, seu pescoço, mordisquei a parte de cima de seus seios enquanto Rebeka pendia a cabeça para trás sorrindo e suspirando satisfeita, ainda perdida naquela musica que só nós éramos capaz de escutar.

  Ela então passou as mãos sensualmente pelo corpo, abaixando ate onde podia o maldito vestido, e me puxou para perto, pare que pudesse me deliciar com sua pele. E foi o que fiz. Mordi, suguei e beijei cada pedaço daquela pele alvo visível. Estávamos arfantes, quentes, excitados ao extremo. Ela então levantou, ainda mexendo seu corpo como uma dançarina erótica, e retirou o resto de pano que lhe cobria. Senti o tecido macio da rende de seu sutiã quando bateu em meu rosto e sorri. Completamente nua Rebeka me deu as costas e rebolou lentamente, me lançando olhares maliciosos por sobre o ombro. Eu só queria que ela voltasse para meu colo para que eu pudesse finalmente fode-la. E foi o que ela fez. Ajoelhou-se em frente a mim e, devagar, abriu cada botão de minha camisa social, cada pedaço de pele descoberto era devidamente beijado, sempre acompanhado daquele maldito olhar malicioso. Quando arrancou por fim minha camisa de meu corpo, não deixei chance para que ela fosse tão lenta e provocante para retirar a calça. Eu a queria, e queria agora. Simplesmente estourei os botões da calça e a puxei para baixo junto com a box. Rebeka foi rápida ao rodear sua mãozinha delicada ao redor de meu penis, e logo eu estava tendo aqueles maravilhosos lábios vermelho ao redor de mim. Sugando cada parte, com extrema perfeição.

  Quando a morena achou que seu trabalho ali estava terminado ela então se levantou. E lentamente, como para me provocar, grudou seus olhos nos meus enquanto descia sobre meu penis, se encaixando ali. Ambos soltamos longos gemidos, extasiados pelo prazer de estarmos como um só. Rebeka se recuperou mais rápido que eu e logo estava com suas mãos devidamente apoiadas em meus ombros, cavalgando como uma verdadeira puta em meu membro. Descia e subia rápido e depois devagar, e às vezes simplesmente ficava la, parada, olhando-me com seus olhos cheios de malicia. Estar dentro dela era tão bom. Agarrei sua cintura e comecei a me movimentar também. Nossos movimentos contrários um ao outro ao se encontrar faziam um enorme barulho, sempre acompanhados dos gemidos manhosos de Rebeka e de um grande e profundo suspiro meu. Aquela mulher ainda me mataria um dia. Em nenhum momento desviou seus grandes olhos dos meus ou deixar de morder seus lábios, ela estava tentando me enlouquecer.

  Ficamos daquele jeito por algum tempo. Poderia ser uma hora ou menos, não importa. Não sentíamos a passagem do tempo ao nosso redor ali. Ate que Rebeka apertou suas mãos em meus ombros, fincando suas unhas em minha pele, jogou a cabeça para trás mantendo os olhos fechados fortemente e gemeu como nunca antes, se apertando ao meu redor, fazendo-me chegar ao meu próprio momento de sublime prazer. Ficamos ainda algum tempo ali, apenas apreciando o delicioso momento, arfantes e sorridentes. O melhor sexo de nossas vidas. E teríamos ficado apenas ali por muito tempo ainda, se alguém próximo de nós não tivesse limpado a garganta nos chamando atenção. Fiz Reveka se levantar rapidamente ao notar o oficial parado perto de nós. Aos risos Rebeka se enrolou em minha blusa social que ficava extremamente grande em seu corpo, enquanto eu lutava para entrar em minhas próprias calças.

- Esses jovens... _ O oficial sussurrou revirando os olhos. Ao meu lado Rebeka carregava nos braços as próprias roupas e sapatos enquanto tentava não rir.

- Então... Ele é meu advogado, tenho certeza que adoraria falar com ele. Esperarei no carro. _ Rebeka piscou para mim e correu na direção de minha BMW. Suspirei praguejando baixo enquanto o oficial me encarava mal-humorado.


Malia POV's


  Não sei por que tinha deixado Josh me levar para casa. Talvez Justin tenha razão quando diz que me comporto como uma adolescente em relação a ele. Eu admito o que sinto por Josh não vai sumir da noite para o dia, e quem sabe de vez em quando eu tenha alguma recaída. Josh Devine foi sem dúvidas a droga mais pesada e viciante que já experimentei em minha vida, até o dia em que senti o perfume de Zayn Malik. Nunca achei que fosse sentir algo tão forte por alguém depois de Josh. Não sei definir ou dar nome ao que sinto por Zayn, só sei que é algo extremamente intenso.
  Estava no elevador com um silêncio levemente constrangedor com Josh do meu lado, quando chegamos em frente ao meu apartamento, perguntei se ele queria entrar, e ele aceitou. Maldita educação.

- Me espera aqui, acho que ainda tenho um vinho guardado. _ Josh acenou que sim com a cabeça. Logo eu voltei da cozinha com uma garrafa de vinho e duas taças na mão.
  Nós estávamos numa boa rindo sobre coisas do passado quando Josh tentou me beijar, eu desviei meu rosto para baixo antes que ele conseguisse.

- Quando eu disse que queria ser apenas sua amiga eu estava falando serio Josh.

- Já ouviu falar na expressão amigos com benefícios? _ Seu tom de voz era brincalhão e ele tinha um pequeno sorriso se formando.

- Por favor, não haja como um adolescente agora. Tecnicamente nós sempre formos amigos com benefícios já que nunca foi oficial. _ seu sorriso não existia mais.

- Então esse é o problema? Eu nunca ter te pedido para termos um relacionamento de verdade? Achei que você fosse uma mulher acima dessas coisas Malia.

- Não Josh, não é por causa disso. Muita coisa mudou nesses anos em que você esteve fora. Você sabe que não somos mais os mesmos.

- É o garoto não é? O tal de Zayn. É por causa dele que você está acabando tudo entre nós?_ Josh não estava irritado, sua afeição e tom de voz eram até que serenos.

- Isso não tem nada haver com Zayn.

- Então me ajuda a entender. Nós sempre nos damos tão bem.

- É. Eu não vou mentir, sempre foi muito bom, muito bom para você. Eu me apaixonei por você Josh, eu fui uma adolescente apaixonada por você. E mesmo que eu soubesse que não fosse recíproco, ainda nutria dentro de mim a esperança idiota de que você um dia fosse perceber que também gostava de mim como eu gostava de você. _ soltei uma risada triste e voltei a olhar para o chão. - Mas hoje é diferente Josh. Eu não quero mais, de verdade, e se você poder respeitar minha decisão seria ótimo. _ Josh pegou meu queixo delicadamente.

- Eu adoro você Malia Hale, mais do que você pode imaginar, mais do que eu sou capaz de demonstrar. Eu seria um mentiroso se disse que nunca recebi afeto e não soube-se o que é isso. Mas felizmente tive uma mãe muito amorosa, tenho uma irmã que por mais agressiva. _ nós dois rirmos nessa hora. - Sei que me ama. Porém eu me considero um cara realmente sortudo por ter tido o seu afeto Malia, a sua preocupação, os seus abraços, seus beijos. _ e pela primeira vez na minha vida pude ver Josh Devine sorrir cabisbaixo envergonhado. - E eu juro que por toda essa sorte que tive que eu vou respeitar a sua decisão. _ Eu o abracei, como nunca na vida. E de vagar formos nos afastando. - Bem, eu acho que essa é a hora que eu vou para casa. Acompanha-me até a porta?

- É claro. _ E antes que eu deixasse que fosse embora, o beijei diferente de todos os outros esse era lento, e degustávamos de cada sensação causada. Então nos separamos e foi quando eu recebi um singelo beijo na testa e vi a paixão da minha adolescência ir embora pelo elevado me oferecendo o sorriso mais cafajeste, aquele pelo qual eu me apaixonei.


Continua...
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Algum dia, quando eu me sentir bem o suficiente para contar o porque que eu não estava conseguindo escrever por tanto tempo, eu conto.