7 de fevereiro de 2016

HAUNTED 25 - Dangerzone



- Foi atingido? - Perguntei 
- O colete protegeu mas provavelmente vai ficar um roxo enorme - Suspirou 
- E agora? - Louis perguntou 
- Perdemos ele de vista - Respondi - mas tenho certeza que ainda vai tentar viajar pra Miami, ele é amador, está desesperado. 
- Vou ligar pra equipe vir averiguar a casa - Louis disse enquanto pegava o celular 
- Precisamos encontrar a Naomi - Liam se ajeitou no banco - antes que Chris faça alguma besteira. 


***


LIAM PAYNE P.O.V. 

Cheguei no escritório tentando meu máximo não parecer que estava completamente desesperado por uma notícia qualquer sobre ela. 

- E aí, cara? Tudo bem? - Louis se aproximou de mim 
- Ah, sim... só esperando alguma notícia. 
- Não precisa parecer fortão pra mim - Riu 
- Você notou? 
- Claro que eu notei. 
- Notamos - Franky sentou-se na mesa - eu tinha colocado um na mala dele, segundo o computador está se movendo, quando parar vamos imediatamente atrás, já mandei duas viaturas. 
- Valeu... 
- Não fica assim - Ela pousou a mão em meu ombro - vamos achá-la e bem.
- Estou bem, só não quero perder ninguém na missão. - Cruzei os braços. 
- Cala a boca, Liam - Louis revirou os olhos
- Está preocupado porque você gosta dela - Franky disse em tom óbvio 
- Vai tomar um café, se tiver alguma novidade te avisamos 

Me levantei depois de hesitar, peguei um pouco de café na sala do refeitório e me sentei na cadeira. 
Por um momento me sentia culpado, deveria ter desconfiado dele assim que vi sua ficha entre os suspeitos, deveria protegê-la mais, só isso. 
Depois de ficar quase meia hora sem terminar minha xícara de café a porta foi aberta e Louis veio até mim. 

- Achamos, estão em um endereço que dá em trilhos abandonados. 
- Então vamos - Me levantei. 

Eu e Louis caminhamos até o elevador, mas fomos parados por Franky e Thomas. 

- O que foi? - Perguntei sem paciência. 
- Será que vocês podem lembrar que estão na FBI por favor? - Thomas disse irônico - Trilhos abandonados? 
- Claro que é uma armadilha, tem mais movimentação que o normal naquele lugar.  - Franky complementou 
- Vamos deixá-la com aquele idiota então? 
- Óbvio que não - Thomas sorriu - temos um plano 

***

Me aproximei junto com Louis dos trilhos abandonados, vimos o carro que Chris usou mas nenhum sinal deles. 
Ouvi um grito abafado, passamos pelos trilhos e nos aprofundamos pelo lugar escuro, liguei uma lanterna e continuamos andando olhando para todos os lados até achar ela amarrada sentada no chão. 

- Naomi! 

Corri até ela e a desamarrei e tirei a mordaça que a impedia de falar. 

- VAI EMBORA! OS DOIS! Isso é uma armadilha! 
- Tarde demais. 

Olhamos pra trás e Chris estava acompanhado de três outros caras e logo dois carros pretos apareceram provavelmente também cheio de homens tão grandes quanto aqueles.
Chris estava com olheiras fundas como se não dormisse à dias, provavelmente estava usando algum tipo de droga, era triste de vê-lo daquela forma, ao mesmo tempo que estava me segurando pra não partir pra cima dele naquele mesmo momento. 

- Deixa a gente levar sua irmã em segurança - Louis se aproximou 
- Fique bem aí onde está - Chris disse e logo os dois caras ao seu lado apontaram as armas pra nós
- O que você está querendo? - Perguntei 
- Meu avô precisa do Mark, a FBI não vai ter escapatória com dois homens reféns e ainda a principal vítima da sua história. 
- E seu avô onde está? - Louis questionou 
- Bem aqui. 

Ele saiu do carro vestindo um terno impecável como da última vez, sorriu pra nós e se aproximou. 

- Acharam que iriam escapar fácil assim? Pra me destruir esse país vai precisar de muito mais que um bando de garotos que acham que sabem segurar uma arma. 
- Deixa a Naomi ir embora pelo menos. - Eu pedi 
- Ah, o amor, ele complica nossa vida, não é mesmo? Se não gostasse tanto da minha neta talvez não tivesse que passar por isso. 
- Esse é seu plano? Fugir com Mark? - Louis disse e riu debochado - isso não vai durar nem duas semanas 
- Se ficaram anos sem me pegar, não é bem agora que essa hora vai chegar, agora os dois, dentro do carro e se tentarem algo, temos mais dois carros vindo pra cá. 
- Eu acho que não - Respondi 
- Como disse? 
- A essa altura a FBI já parou esses dois carros... 
- Se você tem um plano, nós também temos. - Louis complementou 

Antes que atirassem em nós ficamos na frente de Naomi e atiramos atingindo Chris, os dois capangas enquanto o chefe escapava dentro do carro. 
Logo um carro da FBI apareceu e Franky atirava nos dois carros ali, eu e Louis entramos no carro, deixando que Thomas que vinha logo atrás cuidasse da Naomi. 
Atiramos em uma das rodas, mas o carro principal ainda corria, Franky acelerava mas estava quase impossível de alcançá-lo e fomos frustrados por um pneu que foi atingido por uma bala. 

- MERDA! - Franky gritou frustrada.
- Atenção - Louis pegou o rádio - precisamos de mais um carro, o chefe está seguindo na pista em alta velocidade 
- Entendido - Alguém respondeu. 

Carro do Thomas parou logo atrás de nós, sai entrando nele no mesmo momento junto com os outros dois enquanto ele acelerou. 
Olhei para o lado vendo Naomi encolhida no banco, olhou pra mim, se aproximou de mim e me abraçou, estava com tanta adrenalina que não tinha feito o que eu até então mais queria, abraçá-la. 

- Christopher morreu - Ela sussurrou 
- Lamento... 
- Obrigada - Me encarou 
- Só me promete que vai ficar abaixada no carro. 
- Só se me prometer que vai pegá-lo. 
- Eu prometo. 
- Então eu também. 

Segurei em seu rosto e a beijei, mas rompi imediatamente, fazendo um sinal para que ela se abaixasse, Thomas acelerava e eu olhei pro lado vendo Franky com a expressão completamente séria olhando pra estrada, provavelmente nem notou a cena. 

- Tem um atalho segundo o Benjamin, eles estão mandando um helicóptero e mais viaturas, só que precisamos barrá-los - Thomas disse enquanto dirigia
- Então segue esse atalho, nós damos um jeito de atrasá-los - Louis disse 
- E como fazemos isso? - Perguntei 
- Já ouviu falar numa M1014? Ótima pra atrasar pessoas feito eles - Franky disse enquanto mexia no porta malas 

Ela pegou algumas armas melhores que as nossas e nos entregou. 

FRANKY P.O.V. 

Depois de distribuir as armas para os garotos, peguei uma pistola M9 e entreguei nas mãos da Naomi, Liam no mesmo momento me olhou com repreensão, mas ignorei e segurei no queixo dela fazendo com que ela tivesse que me encarar, ainda parecendo assustada de segurar uma arma nas mãos. 

- Vai usar isso só pra emergências, se alguém que não estiver com um colete escrito FBI se aproximar de você atire, me escutou? 
- S... Sim - Suspirou 
- Só destravar e segurar firme na arma, então mira e aperta o gatilho, só por precaução, não vamos deixar que ninguém chegue perto de você. 
- Toma - Louis lhe entregou uma garrafa d' água. 
- Obrigada - Agradeceu. 

No final do atalho, podíamos escutar os carros se aproximando. Thomas deixou o carro no meio da estrada e eu saí imediatamente, M1014 é quase maior que eu, mas era o suficiente pra destruir uma roda daquele carro. Quando o mesmo se aproximava mirei diretamente no pneu direito e então atirei,

 o carro derrapou na pista, Liam acertou o outro carro fazendo que o mesmo parasse. 
Abaixei um pouco a arma e não demorou para que vários homens saíssem atirando, usei a porta do carro pra me proteger e peguei uma arma menor, uma pistola Eagle Power, apontei para um deles e consegui acertá-lo. Eles eram mais do que eu pensava, mesmo assim todos atiravam, até que todos estavam caídos ou machucados depois que o helicóptero chegou, conseguimos algemar todos que estavam ali enquanto dois fugiram, Louis correu até eles e conseguir atingir o braço de um e as costas do outro. 
Fui até o carro e meu alvo principal estava ali, apontou uma arma pra mim imediatamente e eu apenas sorri, era satisfatório vê-lo daquela forma, tentando se proteger do inevitável. 

- Vai atirar em mim? - Perguntei - Isso só vai aumentar sua pena na cadeira, não tem mais escapatória. 
- Isso é impossível - Ele disse 
- Na realidade é bem possível, tanto que está acontecendo. 

Tirei a arma de suas mãos, já era mais que óbvio que ele não atiraria. O algemei e o empurrei até a viatura que havia chegado com Benjamin. 
Em um momento de falta de atenção, afinal eu pensava da forma mais amadora que o jogo estava ganho, levei um chute no joelho, ao cair no chão, desviei e então escutei um tiro. 
Ele caiu gritando de dor, havia o acertado de raspão na perna, mas foi quase certeiro, com certeza doeria muito, olhei para o lado e Naomi segurava a arma com as mãos trêmulas, recuperei o fôlego e andei até ela, tirei a arma de suas mãos e a abracei. 

- Obrigada - Agradeci - pode ficar calma - a encarei - acabou. 
- Ele ia te machucar e a culpa é minha. 
- A culpa é completamente dele, agora vai ficar tudo bem. 
- Pode ter certeza que vai - Liam apareceu. 
- Cuida dela? - O olhei 
- Sim, pode ir, temos muito que resolver. 

Caminhei pra longe dela, tendo certeza que ela ficaria melhor com ele. 
Me aproximei do Louis e ouvimos um tiro e um grito, corri até o carro da polícia, Thomas havia sido baleado no peito. 

- Thomas! 
- Essa doeu - Ele disse respirando com dificuldade 
- Me fala que está com o colete debaixo dessa blusa 
- Estou, mas... ainda dói - Disse tirando a blusa com dificuldade 
- Quem fez isso.
- Outro carro que apareceu, temos que sair logo antes que eles venham atrás dele. 
- Jean O' Kidman. - Benjamin apareceu para ajudar Thomas 
- Kidman não é o sobrenome do Mark? 
- Ele decidiu usar o sobrenome dele porque acha bonito - Revirou os olhos - esse cara tem muito o que confessar - Me encarou - bom trabalho, Franky
- Obrigada - Sorri 
- Bom trabalho também 

Olhei para Jean ser levado até o carro, ele não parecia nervoso, na realidade parecia que era a coisa mais normal do mundo. 

- Vamos ver por quanto tempo você vai sorrir. - Cruzei os braços 
- Sabe quando vou sorrir mais? Quando ver você chorando pelo idiota do seu irmão. 

Quando eu iria até ele, Benjamin me segurou e me fez encará-lo. 

- Theo está preso e sob nossa proteção, ele só está blefando com você.
- Quero que todos apodreçam na cadeia - Me desvencilhei dela 
- E vai ver isso, só precisa manter a calma, pode fazer isso? 
- Posso - Suspirei 
- Vão pro escritório no outro carro, vou levar o Thomas pro hospital. 

Me virei e fui até o carro onde estava Louis sentando de com as mãos no volante, entrei no mesmo e não demorou para que ele partisse. 

- Parece que conseguimos.
- Deve ter alguma coisa - Eu disse pensativa - ele é muito grande pra ser pego tão facilmente. 
- Facilmente?! Esse cara tem nos dado dor de cabeça à meses 
- Você me entendeu - O encarei - se machucou? - Perguntei analisando o machucado em seu maxilar 
- Besteira... um curativo resolve. 
- Certeza? 
- Um beijo e outras coisas também resolve - Sorriu malicioso 
- Continua dirigindo, Tomlinson - Ri 

continua... 
continuo com 10 comentários
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OOOI! 
Desculpa se eu demorei, não to conseguindo postar regularmente. 
Então acho que a fic vai até o capítulo 30 pessoal, espero que curtam essa reta final beijão <3 










4 de fevereiro de 2016

A criminal love - Aviso

Tenho um aviso um tanto triste para dar, ACL vai entrar em hiatos, desculpem por isso mas não estou  gostando do rumo que a fanfic está tomando, então para que ACL não fique uma fanfic chata e sem rumo eu vou dar uma revisada nos capítulos e no enredo, desculpem. Outra coisa, talvez eu pare de postar a fanfic aqui é só poste no wattpad, me sigam lá e fiquem por dentro das novidades sobre a fic (llfelix).

3 de fevereiro de 2016

♥Unknown - Cap - 18♥

Anteriormente

 Eu e Zayn passamos a manha inteira cavalgando e jogando conversa fora, e só voltamos pra casa grande quando estava na hora do almoço e nossos corpos totalmente exaustos. A avó de Zayn já havia arrumado um quarto pra mim e minhas coisas estavam em cima da cama, de forma que quando acabamos o almoço, tanto eu, quanto Zayn e sua família, fomos todos pra aquele cochilo da tarde. Eu me joguei na cama e senti minha bunda totalmente dolorida, o que era de se esperar, devido ao longo tempo que eu não andava à cavalo. Me esparramei na cama, sentindo o tao querido cheiro de natureza e ar livre, e com isso somado ao meu cansaço e sono perdido, eu adormeci rapidamente.

Agora

(Seu Nome) P.O.Vs
            Acordei com umas batidas insistentes na porta, eram quatro e quinze da tarde. Levantei-me um pouco tonta e ainda com a bunda doendo e fui abrir a porta. Zayn estava do outro lado, vestido em uma camisa branca e um short caqui que lhe caía muito bem. Ele sorriu pra mim, e levantou um capacete.

- Ainda não está pronta?
- Ham... Aonde vamos? -pergunto.
- Bom, você viu o nascer do sol, e agora veremos o pôr dele, na praia. E se eu bem me lembro -acrescenta- Estou te devendo um sorvete com tudo que você tem direito.
- Eu fico pronta em cinco minutos! -falo animada e fecho a porta antes que ele tenha a chance de falar qualquer coisa.

                  Eu corro pra minha mochila e pego a roupa mais adequada que eu acho. Tomo um banho de gato, como dizem, e me troco ficando pronta. (clica) Eu desço e por incrível que pareça não encontro ninguém da família de Zayn no caminho. Sinto que estou andando como se estivesse assada, não consigo nem mexer minhas pernas direito de tanto que meus músculos doem. Desço os degraus da varanda sentindo aquela leve brisa com cheiro de ar puro e minha perna meio que falha no ultimo degrau mas consigo me recompor antes que Zayn me perceba. Ele está encostado em uma grande moto, daquelas altas e que fazem barulho, como se chamam mesmo? Ah sim! Motocross. Sinto uma espécie de pânico vendo o quanto estou dolorida da cavalgada de cedo.

- Ham... Nós vamos... Nisso? -pergunto apontando a moto.
- Sim, algum problema? -ele pergunta.
- Não. -respondo rapidamente- Nenhum.
- Ótimo, vamos?
- Claro! -forço um sorriso e tento caminhar na direção dele o mais normal possível que minhas pernas conseguem ir.
- Você não parece muito... Confortável. -ele analisa.
- Ah... É que... -gaguejo- Eu bati meu dedinho. -falo- No pé da cama.
- Nossa! -ele exclama- Odeio quando isso acontece.
- Pois é, dói muito!

                Que é? Nem a pau que eu ia falar pra ele que a minha bunda e todos os músculos da minha perna doíam. Zayn colocou o capacete em mim e subiu na moto aguardando que eu fizesse o mesmo. Eu segurei seus ombros e levantei uma perna fazendo careta e sufocando um gemido. Por fim, consegui subir e Zayn saiu em disparada. Ele dirigia feito um louco, e se as ruas daqui não fossem tão vazias, eu teria vomitado meu almoço de tanto medo. Em dez minutos de estrada, eu pude avistar a imensidão do oceano logo à nossa frente, era incrível!

                 Zayn estacionou a moto em um pequeno estacionamento de beira de praia onde havia mais uma dezena de motos e carros. Eu desci antes dele com muito, muito cuidado, sentindo que minhas pernas fossem cair. Ele desceu logo depois e ficou me encarando sério.

- Que foi? -pergunto ficando sem graça sob seu olhar.
- Qual é o problema? -ele pergunta- E não me venha com essa de que bateu o dedinho porque não vai colar.
- Você tem mesmo que me perguntar isso? -questiona envergonhada.
- É claro que tenho, estou preocupado.
- Acontece que... -olho pro chão- Fazia muito tempo que eu não andava à cavalo e... Acho que fiquei um pouco dolorida.

                 Eu esperei que ele desse risada de mim, mas ao contrário disso ele permaneceu sério e falou:

- Você devia ter me contado, eu poderia ter te dado um remédio.

                  Ele tirou o capacete da minha mão e guardou junto com o dele em um armarinho daqueles de metal que ficam pra guardar pertences. 

- Eu fiquei com vergonha. -falo.
- Você não precisa ter vergonha de me contar nada. -ele diz.
- Eu sei, me desculpe. -peço sentindo minhas bochechas queimarem.
- Ei. -ele chama com a voz doce e suave e eu olho pra ele- Se quiser, podemos ir a uma farmácia e lhe comprar algum remédio.
- Não Zayn, está tudo bem. -afirmo.
- Então, -ele diz com um sorriso- que tal aquele sorvete? -ele tira uma mecha do meu cabelo do rosto.


- Isso sim me parece ótimo! -respondo sorrindo.
- Você é mesmo louca por sorvete, não é?
- Com certeza! -respondo animada- Sorvete e pizza são minha vida.
- Então imagina só um sorvete de pizza! -ele fala brincalhão.
- Ou uma pizza de sorvete! -acrescento no mesmo tom brincalhão.
- Acho que ambos seriam horríveis juntos! -ele diz rindo.
- Também acho. -concordo.
- Os dois são ótimos separados, mas juntos daria uma confusão total.
- Seria como... Melancia e catchup! -exclamo.
- Exatamente! -ele responde rindo mais ainda.

                 Nós caminhamos uns dois quarterões até chegar a tal sorveteria. Ela era toda em volta de árvores e havia várias mesinhas espalhadas por todos os lados, das quais vários casais de amigos e talvez namorados estavam sentados. Ainda sobravam alguns poucos lugares desocupados, de forma que Zayn me pediu pra guardar uma mesa que ele buscaria nossos sorvetes. Eu escolhi a que estava mais afastada e me sentei olhando tudo em volta e pensando no quanto a minha vida tinha mudado nesse um mês e... Algumas semanas, não sei ao certo quantos. Quero dizer, eu estou bem aqui. Mas, devo tirar esses pensamentos conflitantes da minha cabeça.

- Nossa! -exclamo assim que Zayn volta à mesa com um cascão em cada mão, duas coca lata embaixo do braço e um saquinho de castanha pendurado na boca.

                  Eu me levanto rapidamente e pego meu cascão cheio de cobertura de morango das mãos de Zayn, e claro, o saquinho com castanha da boca dele.

- Tudo isso é pra não dar duas viagens até lá dentro? -pergunto rindo.
- Na verdade, eu só estou querendo economizar tempo. -ele fala.

                   Zayn coloca as cocas em cima da mesa e se senta. Eu dou uma lambida no meu sorvete e está maravilhoso. Então abro o saquinho de castanha ignorando totalmente Zayn e jogo algumas por cima do meu sorvete, então dou outra lambida e percebo Zayn me encarando com um sorriso.

- Que foi? -pergunto.
- Não vai nem me oferecer um pouco das suas castanhas?
- Pra quê? Eu já sei que você não vai querer, você não gosta.
- Talvez hoje eu esteja com vontade. -ele dá de ombros.
- Você quer? -pergunto.
- Não, obrigada, não gosto.
- Nossa Zayn, nossa! Isso não foi engraçado.
- Sabe o que é engraçado? -ele pergunta
- O quê? -questiono.
- Aquele gordinho correndo pra tentar pegar o cachorrinho. -ele diz e começa a rir.
- Onde? -olho pra trás e vejo um gordinho correndo com suor escorrendo pela testa.

                   Zayn ainda ri e eu faço uma cara feia segurando meu riso e falo:

- Zayn para com isso! Não tem graça ficar rindo do coitado, ele ta sofrendo.
- Ah qual é? Eu sei que você quer rir!
- Não quero não! -nego sentindo meus lábios se curvarem.
- Você quer, quer sim! -ele teima.
- Para Zayn! -eu falo já rindo junto com ele.
- Eu não consigo parar, é hilário! -ele se curva sobre a mesa rindo.
- Você é um idiota. -eu falo sorrindo e fitando ele que já tem lágrimas nos olhos.

(EU SOU LOUCA POR ESSE FILME VCS NÃO TEM IDEIA!!!ADORO ESSES GIFS)

- Mas, um idiota bonito. Certo? -ele pergunta.
- Não me faça mentir Zayn, mentir é feio.
- Não quero que minta, quero a verdade. -diz.
- Porquê isso importa na verdade? -pergunto tentando fugir dessa pergunta irrelevante.
- Não importa. -ele dá de ombros- Só perguntei. E então? -ele me encara-
- Para com isso bobinho. -falo brincalhona e passo sorvete na cara dele.


Zayn P.O.Vs

                Terminamos o nosso sorvete e (Seu Nome) me pediu pra ir comendo um outro potinho de sorvete que estava em evidência na sorveteria. Eu comprei e nós começamos a caminhar na rua de volta em direção à praia. Percebi que (Seu Nome) ainda andava meio estranha, por conta das pernas doloridas então tive uma ideia.

- Quer uma carona? -pergunta sorrindo.
- Como assim? -ela questiona.
- Se você quer uma carona até a praia.
- No quê exatamente? -ela pergunta olhando pros lados.
- Em mim. -ofereço as minhas costas.
- Tá falando sério? -ela ri.
- Sim. -digo.

                 Ela encara minhas costas um pouco desconfiada e pergunta:

- Tem certeza?
- Tenho. -reviro os olhos- Vem logo. -fico de costas pra ela.
- Olha, eu só vou aceitar porque minhas pernas estão realmente doendo.

                 Ela fala e se aproxima de mim hesitante. Então ela dá um pulo e eu sinto seus braços ao meu redor. Eu seguro a parte de trás dos seus joelhos e ela começa a rir como se estivéssemos fazendo a coisa mais engraçada mundo, enquanto tenta continuar comendo seu sorvete.


- Do que você está rindo doida? -pergunto.
- Nada. -ela ri- É que você é tão confortável quanto o cavalo que a gente andou.

                E com isso ela cai na gargalhada mais uma vez e eu a acompanho como se fosse um idiota. Chegamos na praia em menos de cinco minutos no ritmo que eu estava. Ela salta das minhas costas e joga o potinho de sorvete vazio num lixo.

- Da próxima vez que você me comparar à um cavalo, vai vir andando com suas próprias pernas. -eu aviso em tom de brincadeira.
- Acho que entendi o recado. -ela diz sorrindo.

               Tiramos o sapato e começamos caminhar pela areia morna da praia, encontramos um lugar bem calmo e afastado perto de uma rocha e nos sentamos, o sol está quase pra se pôr e já consigo sentir a brisa mais fresca, quase gélida, soprando o meu rosto. 

- Esse lugar é lindo. -(Seu Nome) diz.
- É mesmo. -concordo.
- O que acha de me contar sobre você agora?
- Contar o que sobre mim? -pergunto.
- Não sei, que tal a história daquele lugar que você parou pra vermos o nascer do sol?
- Ham... Tudo bem. -concordo.

                  (Seu Nome) se vira pra me olhar e quando eu começa a contar, ela apoia a cabeça sobre os próprios joelhos.

- Eu tinha 10 anos quando meu avô me levou lá pela primeira vez. -começo- Ele disse que estava me transformando em um homenzinho corajoso e forte e por isso já era hora de eu conhecer o Vale dos Homens.
- É assim que chama aquele lugar? -pergunta ela interessada.
- Foi assim que ele e meus tios batizaram aquele lugar, e a aliança consistia em nunca levar sequer uma garota pra lá. Eu concordei, até que cheguei na sexta série e me apaixonei por uma menina chamada Cindy Dolson, e então, eu quebrei a aliança levando ela lá e tendo o meu primeiro beijo.
- O que o seu avô disse? Ele ficou bravo? -pergunta.
- Na verdade, ele nunca soube. Até hoje.
- E essa menina? A Cindy.
- Ela era um ano mais velha que eu e já tinha beijado metade dos garotos da escola. No mesmo dia ela chutou minha bunda. -solto um riso.
- Uau! É uma história e tanto! -ela ri.

                  Nós ficamos em silêncio assim que o sol começa a se pôr e (Seu Nome) solta um suspiro profundo que me deixa um tanto preocupado, mas mesmo assim, permaneço quieto. Ela se balança com a brisa e seu ombro bate no meu.




                    Eu fecho os olhos por um momento apenas ouvindo o barulho das ondas e as aves que começam a ir embora para seus ninhos. Então (Seu Nome) me chama.

- Zayn?
- Que foi? -pergunto abrindo os olhos.
- Eu... -ela hesita- Não quero estragar esse momento tão... Perfeito e especial, mas eu queria te perguntar uma coisa.
- Você pode me perguntar qualquer coisa, eu já disse.
- É que... Esse assunto te aborrece um pouco.
- Pergunte. -eu digo.
- Porque você não consegue acreditar em mim quando eu digo que... Vim do passado?
- Essa é a sua pergunta? -questiono e encaro, ela apenas olha pra mim sem responder.


- Eu... -suspiro- Acontece que... -suspiro novamente- Eu acredito em você. -falo por fim.
- Você... O quê? -ela me olha espantada.
- Acredito em você. -repito.
- Você...? Desde quando? Porque não me disse?
- Acho que... Desde algumas semanas atrás. -confesso- Eu tentei negar o máximo que eu pude mas acho que não consigo mais inventar desculpas. Antes era a sua cabeça, eu pensava que você estava confusa com a batida mas agora eu vejo que você está perfeitamente bem. Então tentei encontrar seus pais e sua família e não havia nada, e você nem sequer tem registro no cartório! É como se você não existisse.
- Eu já ouvi isso. -ela diz ressentida.
- Eu sei, eu já te falei isso, mas dessa vez é diferente. Eu quero dizer que... É como se você não existisse aqui, em 2016, não que você não seja real porque... Pra mim você é mais que real. Mas, agora eu sinto que você realmente veio de outra dimensão mas que de alguma maneira nós dois estamos ligados.
- Eu também sinto isso. -ela confessa fitando o chão.
- Acho que... Rompemos a última barreira da nossa amizade. -digo.
- Obrigada por acreditar em mim Zayn. -ela se vira e me abraça forte- Você... Não tem ideia do quanto isso significa pra mim.

                  Quando ela se afasta, vejo lágrimas nos seus olhos e uma vontade repentina de lhe consolar atravessa o meu peito. Eu me aproximo enxugando uma lágrima de seu rosto e a encaro no fundo daqueles olhos verdes e grandes. Ela me olha como se esperasse que eu fizesse ou dissesse alguma coisa. Meu dedo não deixa sua bochecha e como se eu fosse guiado por uma força mais forte que eu, mas que ainda assim pertence ao meu interior, eu a beijo.



                   Seus lábios estão gélidos e macios sobre os meus e eu sinto seu choque com a minha iniciativa, mas ela não se afasta de mim nem por um minuto. Meu corpo é invadido por um sentimento indescritível e sinto fagulhas me espetando por todos os meus membros. O beijo é doce e calmo, sua boca é tão convidativa à minha, que nem posso acreditar que este seja o seu primeiro beijo. Por um momento deixei de lado todos os problemas da minha vida pessoal e qualquer pensamento que pudesse me ocorrer e me concentrei apenas em sentir o seu gosto. E como é bom! Como eu não havia pensado em fazer isso antes? Eu me afasto por um momento, mas como se fosse conduzida por um imã, minha boca encontra o caminho de volta até (Seu Nome) e então aquela sensação de estar finalmente completo, me invade outra vez.

Continuaaaa. E, finalmente o beijo!! kkk Por mim eu teria esperado mais um pouco pra esse beijo, mas vocês estavam tão ansiosas que eu decidi agilizar. Eu sei que não ficou perfeito mas eu estou meio sem inspiração nessas ultimas semanas. Enfim, espero não ter decepcionado tanto vocês. E desculpem qualquer erro, não tive tempo de revisar. Continuo o mais rápido que eu puder. Amo vocês! Comentem. Beijosss -Deh♥

1 de fevereiro de 2016

Revenge - 3



Liam parecia se sentir mal por ter dado tal ideia, mas eu sei que ele pensa como eu, por mais de ser errado é nosso modo de vingança e sentir que vai ter alguma justiça depois de tudo que aconteceu conosco.  


SEGUNDA FEIRA 



Eu estava com uma pequena bolsa azul que continha cem gramas de cocaína, suficiente para incriminar alguém, no caso... Mary. 
Mal consegui dormir a noite, não saía da minha mente todas as consequências, mas eu não iria fugir. 
Muito fácil fazer isso o difícil é não me sentir culpado depois, ela é super desligada, nunca checaria o fundo da sua bolsa. 
Ainda era cinco horas da manhã, dei um jeito de entrar na casa e subi até seu quarto, ela dormia serena na cama, parecendo ter algum sonho ótimo, ao achar a mochila, coloquei a droga no fundo dela e a guardei exatamente como estava. 
Suspirei aliviado e fui até a porta, ao abrir a mesma, escutei sua voz baixa logo atrás de mim.
Merda, merda, mil vezes merda! 
Me virei imediatamente pra ela que passava a mão pelo rosto se sentando parecendo confusa, preciso de uma ótima mentira pra sair dessa. 

- O que está fazendo aqui? São... - Olhou para o relógio - cinco e quinze. 
- Eu... Eu... - Suspirei 
- Algum problema? 
- Tive um sonho terrível com você - Cocei a nuca - Foi tão real que não consegui mais cair no sono, pensei que vindo aqui e vendo que está bem, poderia me acalmar. 

Ela acabou rindo e me encarou com um sorriso, mostrando que minha mentira não havia sido tão péssima. 

- Está se preocupando comigo agora? 
- Só quero evitar que algo de ruim aconteça com você. 
- Isso é se preocupar. - Sorriu vitoriosa 
- Foi um erro vir aqui - Desviei o olhar - Por isso já estou indo. 


- Ei, fica um pouco, perdi meu sono - Deu de ombros 

A encarei com dúvida, poderia dar as costas e recusar, porém eu queria ficar ali mais um pouco, olhar pra sua cara de sono que esboçava um sorriso pequeno. Assenti e me sentei do seu lado, ela olhou pra mim parecendo surpresa e ao mesmo tempo satisfeita por ver que fiquei. 

- Vou escovar os dentes então, espera aí - Se levantou

Mary foi até o banheiro mas não demorou muito para que ela voltasse se sentou na cama e olhou pra mim, não conseguia decifrar o que ela pensava pelo olhar, mas vindo dela, não demoraria muito para que ela falasse. 

- Sobre o que sonhou? 
- Ahn... - Pensei em algum sonho dramático 

Lembrei de um sonho que tive com a minha mãe logo depois que ela morreu, no caso, só trocar as personagens principais. 

- Sonhei que alguém te machucava - A encarei - sem piedade, tentava te ajudar mas não conseguia, não importava o quanto você pedia ajuda, eu não era forte o suficiente pra te ajudar. 
- Perdeu o sono por um sonho? 
- Eu sempre tenho isso - Desviei o olhar - perco o sono fácil 
- É, eu também. 

Voltei meu olhar pra ela que insistia em manter seus olhos castanhos vidrados em mim, por um momento esquecia de tudo que eu estava fazendo e que seu pai já fez, só pensava nela como uma garota divertida e atraente. Por um momento de silêncio ela se aproximou e eu estava caindo feito um idiota também me aproximando mais dela, por mais que não devesse, não demorou para que seus lábios tocassem os meus, senti sua respiração um pouco mais acelerada, algo dentro de mim implorava para que eu fosse embora naquele instante, por outro lado, tinha algo que gritava pra mim parar de ser um idiota e beijá-la, bem acabei seguindo os gritos.
 A beijei naquele momento, coloquei minhas mãos entre seus cabelos e me aprofundei no beijo, senti sua mão pousar sob meu peito e me puxar um pouco pela camisa para que eu fosse caindo sob seu corpo que se deitava na cama e assim fiz, em pouco tempo, me vi por cima dela com as mãos por baixo de sua blusa a beijando cada vez mais intensamente. 


Ao romper o beijo olhei em seus olhos, transmitiam surpresa e minha respiração estava totalmente descompensada. 

- Preciso voltar pra minha casa, eu... 

Quando iria me levantar ela segurou em minha nuca e eu tive que voltar a olhá-la. 

- Não precisa voltar.
- Não posso perder meu emprego. 
- Se não quisesse nada, não teria vindo até aqui. 

Por um segundo ela está completamente errada, eu vim por outros motivos que ela nem desconfia, mas por outro momento, eu queria demais beijá-la e só fui notar isso depois que fiz. 
Tive meu momento de lucidez e me afastei dela, sentei na cama passando a mão pelo rosto claramente me sentindo um idiota, o que está acontecendo? 

- Desculpa - Ela disse - foi sem querer. 
- Não, tudo bem - A encarei - a culpa é totalmente minha, preciso voltar pra casa e esquecer isso. 

Ela iria dizer mais alguma coisa porém eu me levantei e fui embora, tentei ao máximo evitar que eu pudesse ser visto principalmente pelo seu pai, Marlon. 
Ao chegar na minha cama, joguei meu corpo na mesma e suspirei, estou mais ferrado do que imaginava. 


***



Estava dirigindo levando Mary até seu trabalho, no caminho havia uma blitz, parei na mesma e ao ver a imagem do Liam, quase gelei, soltei um suspiro nervoso, enquanto ela me perguntava o que estava acontecendo. 

- Não sei - Respondi - uma blitz provavelmente, vou parar 
- Tudo bem. 

Parei o carro e Liam conversou com outro policial que estava com ele que veio até nós, começou a nos revistar e ao pegar a bolsa dela, respirei fundo já sabendo o que viria depois. 

- Senhorita, pode me explicar isso? - O policial ergueu a droga nas mãos 
- Eu... não sei - Disse confusa - não tenho ideia do que seja. 
- Ah, não tem? - Questionou debochado - vai explicar isso na delegacia, está detida. 
- Isso é mesmo necessário? - Tentei intervir 
- Cocaína é proibido por aqui - Me encarou sério 
- Eu sei, mas... 
- Não tem mas, melhor contratarem um bom advogado. 

Mary foi algemada e me olhou como se implorasse por ajuda. 

- Vou ligar pro seu pai, você vai sair logo. 

Ela assentiu com os olhos marejados e foi colocada em um carro que logo partiu, olhei para o lado e Liam se aproximava. 

- Roger é o mais durão da equipe, com ele não tem papo
- Notei - Suspirei 
- Arrependido? 
- Eu não sei de mais nada. 


- Louis, se for pra te deixar pior desista logo disso 
- Vou ligar pro pai dela - Eu ignorei o que ele me disse

Liguei para Marlon que ficou desesperado ao telefone, disse que seguiria para a delegacia e que eu deveria voltar pra casa, se desculpou pelo incidente, mas vê-lo daquela forma mesmo me deixando mal, deu sentimento de dever cumprido. 
Fui direto pra casa, tomei um banho pra esfriar a cabeça e coloquei uma calça. 
As horas passaram, logo ficou de tarde e depois a noite, eu apenas tentava me entreter com filmes e séries, mas Mary não saía da minha cabeça, queria saber como ela estava. 
Por um momento, noto que parece que estou passando de mocinho para o grande vilão da história, da forma mais irônica, ainda me lembrava do beijo no quarto dela. 
Já era dez horas da noite quando escutei algumas batidas em minha porta, fui até a mesma e Mary estava lá, os olhos um pouco inchados provavelmente de tanto chorar, parecia cansada. 

- Mary... tudo bem? 
- Tudo péssimo. - Disse baixo - Meu pai acha que a droga é minha, posso ficar aqui um pouco? 
- Claro, claro - Abri passagem 

Ela entrou com os braços cruzados e uma mochila diferente nas costas, a soltou no chão e jogou o corpo na poltrona. Fui até a cozinha, peguei um copo com água e voltei para entregar à ela. 

- Obrigada - Agradeceu 
- Pelo visto, foi difícil. 
- Você acredita em mim, Louis? 
- Sobre? 
- Que a droga não é minha, acredita em mim? 

Tinha vontade de gritar que claro que acreditava nela, que o monstro da história sou eu e que nunca deveria tê-la envolvido em um assunto entre seu pai e eu. 

- Acredito, Mary. 
- Não está dizendo isso só pra me agradar, não é? 
- Não - Ri baixo - eu acredito em você, prometo. 


- Foi horrível, todo mundo me julgava ou debochava de mim, só um policial foi simpático acho que o nome dele era Luke... não, Liam. 
- Ah, sim, ele é um conhecido meu. 
- Ele tentou me ajudar, enquanto meu pai só gritava e... 
- Aconteu alguma coisa além da prisão. 
- Ele me deu um tapa no rosto quando estávamos no carro, ele nunca fez isso. 

Ela começou a chorar, não havia como eu me segurar, fui até ela que levantou-se e me abraçou, hesitei por pouco tempo, correspondi ao abraço e acariciei seus cabelos longos. 

- Ele só estava nervoso. 
- Foi o pior dia da minha vida, provavelmente o pior dia da vida dele também. 
- Amanhã tudo vai estar melhor. 
- Louis - Me encarou - posso ficar aqui essa noite? 
- Mary... 
- Por favor, não posso voltar pra casa. 

Bem, esse é o minimo que eu posso fazer, só estava com medo, me assusta o fato de estar me apegando à ela, da mesma forma que acho que ela já se apegou à mim. 

- Tudo bem, pode ficar, trouxe roupas? Tem um banheiro ali - Apontei 
- Trouxe, sim... obrigada, de novo. 
- Não precisa agradecer. 

Ela foi até o banheiro e eu me deitei na cama, minha cabeça parecia que ia explodir. 
Meu lado bom queria protegê-la e meu lado vingativo queria destruir todos com seu sobrenome. 
Liam me mandou uma mensagem falando que estava tudo bem e parece que o plano deu certo, Marlon saiu completamente desestabilizado. 
Bloqueei meu celular e com tempo, ela saiu do banheiro vestindo uma regata e um shorts, sentou-se do meu lado e olhou em meus olhos. 

- Quem iria fazer isso comigo? 
- Não sei, olha, esquece isso, é o melhor que pode fazer. 
- Queria ter conhecido mais caras legais feito você antes. - Sorriu de canto 
- Você é nova, vai conhecer vários caras mais legais que eu. 
- Fala como se fosse um senhor de idade. 
- Estou tentando ser positivo. - Ergui as mãos em rendição da discussão. 
- Eu sei, sabe, mesmo com todos esses problemas, ainda penso sobre ontem de madrugada. 
- Foi um erro meu, desculpa. 
- Erro? Pra mim foi um acerto. 

Ela não tinha vergonha de falar o que pensava, gostava de manter a atitude, enquanto eu ficava feito um idiota tentando não ceder. 

- Mary, não brinque com coisa séria. 
- Okay - Riu - estou cansada e decepcionada demais pra entrar em outro assunto. 
- Quer ficar na cama? 
- Quero, mas não precisa sair dela - se aconchegou - essa é a mágica da cama de casal. 

Acabei rindo e olhei pra ela que não demorou pra fechar os olhos , seu corpo parecia pesado e depois de dez minutos, provavelmente ela caiu no sono. 


Me aproximei dela tirando os cabelos do seu rosto e soltei um suspiro. 


- Me desculpa por tudo, Mary. 


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CONTINUA... 

Desculpa a demora gente, estou dando meu jeito pra conseguir internet e postar algum capítulo decente, mas está difícil, porém não quero deixar vcs na mão <333 beijão