Cabeçalho

Cabeçalho

FLAWLESS - 9

22 de novembro de 2014 | | | 16 comentários:


The spaces between us
Keep getting deeper
It’s harder to reach her
Even though I've tried
Spaces between us
Hold all our secrets
Leaving us speechless
And I don’t know why

Who’s gonna be the first to say goodbye?
- spaces - one direction - 
- me olhou - se você quiser, pode ir embora
- como assim? 
- pra sua casa, pra sua vida... se quiser, pode ir, eu não vou fazer mais nada contra seu pai... 
- está bebado ainda? 
- estou... mas é verdade, não vou usar uma desculpa depois, sei o que estou falando 
- então... 
- está livre de mim, Skyler - desviou o olhar 

Eu sei o que todos esperam, que eu saía correndo, pegue minha mala, e vá embora daqui.
Mas por algum motivo, eu permaneci sentada na cama ao seu lado, em um grande silêncio.

- por que isso sem mais nem menos?
- é o que você quer? não é? sair correndo pra longe de mim, eu sei, e estou deixando, pode ir
- me diga o porque - suspirei - é claro, você teve o que queria agora vai me deixar em paz, esperava isso
- por que pensa só nisso? - me encarou nervoso - você acredita que eu ainda tenho salvação mas é a primeira a pensar nas coisas ruins que eu posso fazer
- então por quê?

Zayn se manteve olhando em meus olhos por um longo tempo.

- vou parecer um idiota se dizer isso... vou... me machucar, vai ser horrível
- é algo tão péssimo assim?
- provavelmente
- me fala logo, Malik!
- ai que droga! - gritou e se levantou - quer saber o por quê? Eu falo! - suspirou alto - eu me apeguei a você, gosto de você, se brincar eu até te amo, mas eu não posso me machucar, e não quero machucar você, eu sou um problema, e não posso fazer isso com você... Porque você merece algo melhor

Minha expressão é indescritível, me levantei e me aproximei dele.

- Então... Eu vou embora 
- tudo bem - abaixou a cabeça 
- parece decepcionado 
- é que eu estava esperando uma cena clichê de filme que você ia falar " eu fico"

Ele parecia tão inocente assim, me aproximei ainda mais nele, coloquei a não em sua nuca e o beijei. 

- lembra o que eu disse pra você? Nada é fácil, nem pra você - sorri 
- você gosta de mim também 
- é verdade, mas eu quero que me conquiste Malik, porque eu sei que você pode 
- então antes de ir - beijou meu pescoço- deixa eu te fazer lembrar porque você gosta de mim - sussurrou 
- Z...
- shh..

Ele selou nosso lábios com violência e me levou até a cama enquanto me beijava.
Seus lábios deslizaram até meu pescoço Distribuindo leves beijos, que me tiravam totalmente de qualquer foco.
Suas mãos foram até minha camiseta, subindo, até tirá-la por completo. 
Fiquei por cima dele tirei sua camiseta, beijei seu peitoral até chegar em seus lábios, mordi seu lábio inferior e o puxei de leve, ele sorriu segurou em minha nuca e e eu o beijei.
Desabotoei sua bermuda e me livrei dela, Zayn voltou a ficar por cima de mim, se livrou do meu sutiã, massageou meus seios, fazendo com que eu soltasse um gemido baixo, ele me olhou com um sorriso malicioso, e voltou a me beijar, tirou minha calcinha, e esticou a mao até a comoda provavelmente procurado uma  camisinha, fechei meus olhos, enquanto sentia seus lábios percorrerem meu corpo, até voltar no meu pescoço, de surpresa, o senti dentro de mim, fazendo-me que eu agarrasse o lençol, e gritasse seu nome, ele acelerou cada vez mais os movimentos, até que chegamos a ápice. 
Larguei o lençol enquanto tentava recuperar minha respiração ao normal, Zayn selou nossos lábios, e se deitou ao meu lado da cama, puxei uma coberta e me cobri.
Olhei para Zayn, e logo seus olhos castanhos foram de encontro aos meus, lentamente fechei meus olhos, antes que eu caísse no sono, Zayn me abraçou e beijou meu ombro, então... Acabei dormindo.

Dia Seguinte -

Acordei, abri lentamente meus olhos e olhei para o relógio, que marcava quase meio dia.
Me enrolei no lençol e fui até o banheiro, deixei o lençol no chão e fui para o chuveiro, tomei um banho rápido, depois coloquei uma roupa. Desci as escadas, olhei para Zayn deitado no sofá, apenas olhando para a TV desligada.

- Zayn? 
- o que foi? - me encarou 
- nada... Bom dia - fui até a cozinha 

Entrei na cozinha e me sentei pegando algumas coisas pra comer, Zayn apareceu na mesma e se sentou de frente para mim, nem parecia ter dormido.

- você dormiu? - eu perguntei 
- uma ou duas horas 
- fiz um sinal negativo com a cabeça- você precisa dormir 
- para de agir como se importasse, porque você não se importa - disse grosseiro
- eu me importo sim 
- ah claro, tanto que vai embora, provavelmente espalhar pro mundo o quanto Zayn Malik é um monstro 
- ok, olha pra mim - assim ele fez - não vou embora hoje, sabe por que? Vamos no seu pai ainda, e eu me importo demais com você, provavelmente bem mais que imagina 

Zayn ficou em silêncio, e eu voltei a comer. 
Quando me levantei, estava um pouco sem rumo porque agora eu não tenho absolutamente nada pra fazer. 
Fiquei um tempo sentada no sofá, até que decidi me levantar, nenhum sinal do Zayn, fui até o quarto de desenhos, e lá estava ele sentado no chão desenhando.
Fui do seu lado e me sentei, ele parou de desenhar e me encarou.

- o que está fazendo aqui ainda? 
- Zayn para de me tratar assim, e para de querer que tudo seja como você quer 
- eu só... Esquece, você tem razão, pode ir - voltou a atenção pro desenho 
- me fala, por favor 
- eu só não quero ficar sozinho igual meu pai, mas para mim seria pior, eu vou morrer sozinho e sem ter amado alguém 

Segurei seu rosto e o beijei, era um beijo calmo, e depois de um tempo, eu cortei.

- eu preciso viver também Zayn 
- então vive comigo 
- mas você não sabe bem como eu quero viver, quero viajar, sair, ter minha casa
- então me ensina a viver
- sorri - você ficou louco de uma hora pra outra? 
- sim - sorriu - completamente louco

Zayn se aproximou, me deitei no chão, e ele ficou por cima, e me beijou.
Depois ele se deitou no chão, ao meu lado.
Não sei o que aconteceu com ele, mas eu estava adorando isso, e espero que não mude de uma hora pra outra.

- aqueles olhos na parede, são de alguém, parecem com os seus 
- são da minha mãe... Desenhei pra nunca esquecer
- sorri de canto - ficou lindo
- ela era linda

Fiquei de lado para olhá-lo e depois de um tempo ele fez o mesmo.

- então você vai embora mesmo? - perguntou
- vou
- hum...
- mas não vou te deixar fácil assim - ri - eu preciso montar meu apartamento, se quiser ir lá, é sempre bem vindo
- o que eu sou pra você?

Essa pergunta me pegou de surpresa, afinal, eu por um acaso sabia responder?

- não sei bem responder, porque acho que você já foi de tudo pra mim
- como assim?
- você já foi o cara que eu mais odiei, o cara que eu mais desejei, o cara que eu mais quis ajudar
- e agora?
- acho que... o cara que eu tenho mais medo de me apegar
- medo? - riu
- é... você e essa sua bipolaridade me faz ter medo de gostar de você
- não precisa ter medo
- como eu posso ter certeza?
- porque eu estou te dando essa certeza
- ri baixo - as vezes você faz as coisas parecerem muito fáceis
- acho que é você que gosta de complicar tudo
- nem tanto - ri
- ao contrário, não tenho medo de gostar de você
- pensava que tinha
- eu também pensava, fiquei pensando sobre tudo essa madrugada - olhou para a parede - quero arriscar mais de novo, claro que nunca vai ser como antes, eu nunca vou ser nenhum principe, ou qualquer desse tipo de caras babacas apaixonados, mas... eu posso tentar ser um pouco idiota - brincou
- ri - você faz isso sem muito esforço, não se preocupe - brinquei
- ei!
- brincadeira - sorri de canto - você não está com sono?
- eu já me acostumei a ficar sem dormir as vezes..
- então quando quer ir visitar seu pai?
- amanhã, tudo bem?
- tudo bem, vou... arrumar minha mala, falar com meu pai, essas coisas - me levantei
- okay, depois eu subo.

Zayn Malik P.O.V.

Ela se levantou e saiu, eu continuei ali.
É estranho... menos de um mês atrás, eu achava que tudo havia uma lógica, que eu só poderia ser atingido por coisas como dinheiro, ou um tiro, mas... gostar de alguém parece ser pior ainda.
Se você perde o seu dinheiro, há uma saída de se continuar vivendo.
Se você toma um tiro, mas a cirurgia for bem sucedida, ainda pode viver normalmente.
Mas é gostar de alguém? Será que da pra viver normalmente, ou vou ficar todos os dias pensando no que eu poderia ter feito?
Que maravilha, Zayn Malik, o pior cara que existe, parecendo um idiota.
Só que penso nela cada vez de forma mais freqüente, deixá-la ir pode parecer Algo horrível, mas ao mesmo tempo, é o certo.
Me sentei e olhei novamente para os olhos da minha mãe desenhados na parede.

- queria que você estivesse aqui pra me falar a coisa certa pra fazer... Ou simplesmente me dar um abraço...

Me levantei dali, e fui até meu escritório, olhei para minha mesa, e fui até o telefone, com muito receio digitei o número, e esperei enquanto chamava.

- residência Malik
- Daniel? 
- quem fala? 
- sou eu Zayn
- Zayn? Faz muito tempo que não liga 
- eu sei... Meu pai está aí? 
- ele está no sala vendo... Algum filme acho, está mal como sempre 
- ah... Bem, amanhã vou aí vê-lo com uma amiga 
- okay, vou avisa-lo, ultimamente ele tem falado de você, quando te viu na tv
- o que ele disse? 
- venha aqui amanhã, provavelmente ele irá repetir 
- suspirei - você sempre vai ter esses seus mistérios
- sempre mesmo - riu 
- bem... Obrigado, Daniel 
- por nada, boa tarde 
- boa tarde 

Desliguei o telefone, e subi as escada até o quarto.
Skyler se sentou na cama, e me encarou.



- falei com meu pai, ele quase me matou em saber que estava te ajudando e que estava tudo bem 
- mais um pra minha lista "pessoas que me odeiam" 
- e pode colocar ele como número um - brincou 

Gostava de como certas coisas ela não leva nem um pouco à sério. 

- por um lado, o apartamento que eu comprei esta todo certo, só falta eu me mudar 
- pois é - desviei o olhar - tenho que me parar de me incomodar com isso 
- sorriu - é engraçado
- eu não acho nem um pouco engraçado - eu disse sério
- não precisa ficar sério 
- só fico sério, porque as coisas não estão acontecendo como eu quero
- que milagre, Zayn Malik sendo egocêntrico - ironizou 
- que milagre, você sendo irônica - disse no mesmo tom 
- vai mesmo mudar de humor do nada?
- se eu quiser eu mudo - cruzei os braços 
- revirou os olhos - por que tem que ser assim em? 
- porque a garota que eu gosto está indo embora e eu não posso fazer nada além de dizer "poxa eu gosto de você, não vai", mas não funciona, isso mostra o quanto tentar ser um cara meio legal não funciona em absolutamente em nada
- me olhou nos olhos - claro que funciona 
- uau, eu estou vendo o quanto 
- funciona, porque eu não gosto de você por ser egocêntrico, nervoso, etc... gosto porque você consegue ser delicado na hora certa, consegue ser perfeito quando quer, acha que é fácil pra mim ir embora sendo que eu sinto o mesmo por você? 
- então por que está indo? 
- porque tenho principios, sou uma mulher, que não tem a vida comandada por um homem
- vai ir embora só por causa de um feminismo idiota? 
- feminismo idiota? - riu falso - estou me dando o valor - se levantou - algo que parece que você só fez quando está vendo que estou indo embora 
- como queria que no começo eu te desse valor? eu apenas te desejava, não gostava 
- isso mesmo, me desejou como um objeto, pra mim foi a pior coisa que você fez 
ignora a legenda ae 

Ela se afastou e encostou perto da janela, desviou o olhar, parecia que ficou nervosa de verdade. 
Mas no fundo, tenho que admitir que ela tem razão. O problema que nunca tive com uma garota que queria se dar ao valor feito Skyler, sempre tive com garotas que não importa o quão mal eu as tratasse, elas sempre estariam correndo atrás de mim, será que estou pagando pelos meus pecados agora? 
Me aproximei dela, quando fiquei bem próximo, seus olhos azuis olharam diretamente para os meus, se ela foi contra os principios dela, agora eu vou ir totalmente contra os meus, mas já que é a coisa certo, por que não fazê-la? 

- me desculpa... por ter tratado feito um objeto, talvez foi mesmo um erro ter feito tudo isso só por causa desse meu jeito possessivo, só que não tem como voltar atrás, estamos aqui agora, um se declarando pro outro, só por ter te conhecido, eu me desculpo, mas não me arrependo 
- não faz isso comigo, cada coisa que você fala me faz ter vontade de deixar tudo e continuar aqui 
- sorri de canto - essa é minha intenção 

Segurei seu rosto e a beijei, a encostei na parede, e intensifiquei o beijo, apenas parei quando o ar se fez necessário. 

- vou ficar por mais um tempo aqui, tudo bem? 
- sorri - acho que estou indo pelo caminho certo, então... 
- provavelmente - sorriu - mas tente ser mais idiota da próxima vez, talvez eu fique - brincou 
- ri baixo - mesmo tentando, você tem que ser insuportável em algum momento, não é? 
- exatamente - piscou e riu 

CONTINUA...

CONTINUO COM 20 COMENTÁRIOS
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desculpa o capitulo meio pequeno, vocês já devem saber que meu tempo tá curto. 
Mas próximo capitulo vou tentar fazer grande e cheio das emoções haha <3 
espero que tenham gostado amores :) 
VOCÊS VIRAM NIGHT CHANGES? PQP MDS CLIPE MARAVILHOSO MORRI MAS MORRI FELIZ NO ENCONTRO (FALHADO, PORÉM ENCONTRO) COM MEUS HOMEM, ENTÃO É NOIS. 
ah, leiam minha outra fic do blog aqui, thg, se leem, comentem lá o que acham, beijos - mi 

ah, e me add no facebook pra vcs me xingarem quando eu demorar demais - https://www.facebook.com/michele.maia27 

The Hunger Games ♡ 2º Temporada - Capítulo 6

20 de novembro de 2014 | | | 4 comentários:

I AM, I WILL

 


- vamos dormir que amanhã temos trabalho
- o quê? - perguntei
- amanhã você descobre - apagou a luz


1 SEMANA DEPOIS

Narração: Liam Payne

Eu e os garotos estávamos morando juntos entre a casa da Seu nome e Harry, mas cada dia se tornava mais difícil.
Sentíamos a culpa da morte da Violet todos os dias, as risadas deram lugar ao silêncio.
Niall tentava nos animar, Louis também, mas muitas vezes isso se torna difícil.
Sentia falta da Seu nome, mais que uma amiga, é minha irmã, não tê-la por perto é difícil.
O distrito estava todo dia pegando fogo, não temos certeza se no dia seguinte vai estar tudo bem, ou nossa casa estará em chamas.
A capital tenta destruir o distrito 12 quase sempre, não vai demorar muito para que tenha um ataque contra nós todos os dias.
O motivo? o simples fato de sermos o distrito mais pobre, e claro, alguém rico como a capital, quer acabar com o considerado mais fraco.

- Liam! - Zayn me chamou

Eu estava sentado na antiga casa da Seu Nome, que por um acaso está em ruínas do último atentado entre o distrito. Estava sentado no mesmo banco que eu conversava com Violet no dia em que Seu nome foi para os jogos.
Olhei para Zayn que se aproximava e logo se sentou.

- está aqui de novo? - perguntou - segunda vez nessa semana
- eu não consigo superar, Zayn - suspirei - não consigo de jeito nenhum
- nenhum de nós consegue
- parece que aquela esperança toda, acabou - abaixei a cabeça
- não pode acabar - disse pensativo - somos amigos, dois do grupo venceram os jogos vorazes, não pode acabar fácil assim
- e se acabar fácil assim? - o encarei - e se morrermos igual a Violet? sem mais nem menos
- Liam para de pensar assim, cara... você sempre foi o cara mais cabeça, agora só pensa no pior
- eu... estou com medo

Zayn sorriu e olhou nos meus olhos.

- medo de morrer? justamente você? Liam, você já encarou a morte de frente, desde que nasceu - desviou o olhar - não precisa ter medo, precisa encarar, a morte pode ser sua amiga
- esses seus pensamentos não sei se me ajudam
- claro que ajuda, qual é, não estraga, eu pensei pra falar isso

Acabei rindo, talvez eu estivesse de fato precisando apenas rir.
Então meu olhar se desviou para uma garota, estava vestida de preto, com um capuz e de cabeça baixa. Estranhei muito, afinal ninguém anda por aqui, está parte está completamente abandonada.
Ela se virou pra nós e lentamente levantou a cabeça.

- Seu nome? - eu disse

Quando notei o sorriso se formar em seus lábios, me levantei rapidamente e a abracei, quando a senti corresponder ao abraço, me sentia a melhor pessoa de novo.

- o que está fazendo aqui? - perguntei
- onde estava todo esse tempo? - Zayn perguntou a abraçando
- depois eu respondo tudo, mas antes, preciso que vocês façam tudo o que eu falar.
- então fala - pedi
- preciso que junte todos os garotos, de forma que ninguém note e traga-os pra cá, vamos tirar vocês daqui
- como? - Zayn perguntou
- sem perguntas - ela disse - precisam trazer os garotos aqui, sem ninguém notar, vou estar escondida aqui
- suspirei - tudo bem

Narração: Seu Nome

Depois de dar o recado, eles saíram correndo.
Em uma semana, conseguimos montar um plano para trazer os garotos pro distrito 13. Obviamente eu sou a louca o suficiente para ir no distrito 12 e resgáta-los.
Enquanto eles buscaram os outros, olhei para minha antiga casa.
Não havia mais porta,  dentro da casa estava tudo quebrado e acabado, era simplesmente horrível olhar pra isso, tudo acabado.
Andei até meu antigo quarto, todo acabado, e com uma fotografia no chão, minha com minha irmã, quando ainda eramos bem pequenas, peguei a mesma e guardei no bolso.
Saí da casa, e notei os garotos vindo correndo.

- Seu nome? - Louis sorriu
- sim, agora... precisamos ir antes que notem alguma coisa
- pra onde? - Niall perguntou
- distrito 13, e vamos logo

Entramos no meio da floresta, os fios elétricos que impediam de nós sairmos estavam cortados, mas obviamente logo fomos notados, então corremos para o helicoptero.
Mas conseguimos voar sem nenhum grande ferido.

- pensava que não te viria mais - Zayn disse ofegante
- achavam mesmo que íamos abandonar vocês?
- eu tinha perdido as esperanças - Liam murmurou
- claro que não, bem, tentem se acomodar ai, a viajem é uns vinte minutos

Dessa vez, pegamos um helicoptero maior, então tinha dois compartimentos, eu fui pro segundo enquanto eles se ajeitavam.
Me sentei e não demorou muito para que Louis aparecesse, ele se sentou do meu lado e suspirou alto.

- Eu sei que passou e você está tentando se esquecer mas... eu sinto muito pela Violet, ela também era muito importante pra mim

Eu lembro como Louis e Violet ficaram apegados, provavelmente foi dificil pra ele assim como foi pra mim.

- Ah Louis - o abracei - obrigada
- sorriu - e agora? - perguntou
- agora vocês vão conhecer o distrito 13, tem tantas coisas por lá
- imagino
- tenta descansar um pouco, quando chegarmos te conto mais - sorri de canto
- tudo bem - se levantou - ah, eu adorei o visual novo

Sorri e Louis saiu.

Narração: Harry Styles

O tempo passava e eu esperava, não fui junto com Seu Nome porque ela insistiu que eu ficasse, e diferente dela, eu não sou tão teimoso.
Cada dia sinto que seu pai quer me matar, e o pior, ela e ele não trocam nem meias palavras depois da última briga.
Estávamos eu, Joseph, James e o senhor Miller na sala esperando que o helicoptero chegasse.

- não chega logo não? - reclamei
- eles ainda estão no tempo - James disse

A cada minuto eu morria de preocupação, deveria ter ido com ela.
Enquanto estava na minha culpa interna, ouvi o alarme, finalmente chegaram.
Fui rápido até a area de pouso, a porta foi aberta e logo eles desceram. Obviamente me aproximei com um sorriso estampado no rosto, morri de saudades de cada um, depois de perder tantas pessoas, reencontrar melhorava muito meu dia.
E naquele meio, meu melhor amigo, que logo correu até mim, e por ser menor que eu pulou em mim se agarrando e me derrubando no chão.

- Também senti sua falta, mas não me quebre - ri
- é claro que sentiu minha falta
- todo mundo sentiu

E logo estavam todos encima de mim, e eu morrendo sufocado debaixo daquele monte.
Depois de quase me matarem, finalmente saíram de cima de mim, e apenas olhei Seu nome rindo.

- gente, não matem ele por favor
- tarde demais - reclamei me levantando

Seu nome veio até mim, abraçou minha cintura e me beijou rapidamente.

- ai que nojo - Niall fez uma careta
- chato - rimos
- bem pessoal, eu sou o Joseph, querem conhecer o novo distrito de vocês? - perguntou
- claro - responderam em coro
- depois vemos vocês - eu disse

Eu e Seu nome fomos para o quarto, ela tirou a blusa de frio, e me encarou com um sorriso, parecia tão feliz.

- parece que a família está reunida de novo - ela sorriu
- exatamente - a beijei
- tenho que falar com meu pai
- sério? - sorri
- sim - assentiu - fazer as pazes porque ele é tão orgulhoso quanto eu
- tudo bem, boa sorte
- vou precisar - ela disse saindo

Me sentei na cama, estava passando um pouco mal, e ultimamente isso está sendo frequente, espero que não seja nada sério.

Narração: Seu Nome

Fui até o sala do meu pai, bati na porta algumas vezes, e lentamente empurrei a abrindo.
Meu pai estava sentado, em silêncio, nem ao menos notou que eu havia entrado.

- pai?

Seu olhar lentamente foi de encontro ao meu, porém logo desviou.

- algum problema na segurança? - perguntou
- não - me aproximei - vim falar com o senhor
- ah que milagre - ironizou
- suspirei - odeio ficar nesse clima - me sentei - poxa, acabamos de nos reencontrar depois de anos
- culpa daquele Styles - resmungou
- não, a culpa é nossa, que somos dois pavio curto que não escuta nada
- então o que quer fazer
- não sei, mas - procurei em meu bolso - achei isso na antiga casa - deixei a foto encima da mesa - pra lembrar de antes
- antes já passou - pegou a foto
- e daí? as vezes é bom recordar - sorri - vou descansar, depois conversamos
- ei
- sim?
- dorme bem - sorriu de canto

Correspondi ao sorriso e saí de sua sala.
Me sentia mais leve por começar a me reconciliar com meu pai.
Voltei ao quarto, e Harry estava encolhido na cama, me sentei do seu lado e acariciei seu rosto.

- Tudo bem? - perguntei
- sim - me encarou e sorriu - só estou com um pressentimento besta - se sentou

Esses pressentimentos do Harry sempre me assustavam, porque infelizmente ou felizmente, normalmente estão certos.
Mas para não lembrá-lo disso, eu sorri e beijei seu rosto.

- não deve ser nada
- e a conversa com seu pai?
- acho que leva um tempo pra que ele aceite tudo, mas... foi um ótimo começo - tirei meus sapatos
- isso é bom - me puxou pra perto

Fiquei um tempo em silêncio...

- está pensando em algo?
- na verdade sim
- no que exatamente?
- está sendo muito fácil, por mais das perdas, a capital pode ser bem pior que isso... é estranho
- não fica com essa paranoia - me beijou
- só... - suspirei - eu não sei, melhor esquecer - o encarei
- bem melhor - sorriu

DOIS DIAS DEPOIS

Eu estava no meu treinamento, quando vi James parado na porta me observando, parei e o treinamento e o encarei.

- algum problema? - perguntei
- ainda não sei
- me aproximei - não me enrole - ri
- capital mandou um video pra gente, achamos melhor reunir vocês pra vermos
- suspirei - okay

Deixei o arco e flecha encima do balcão, e o segui.
Fomos até uma sala restrita, onde estava meu pai, Joseph, e os garotos.

- então... vamos ver logo - eu disse

Joseph colocou o video, nele estava um dos chefes da capital, estava todo vestido de branco, e por algum motivo, seu sorriso debochado me irritava.

- companheiros do distrito 13, desejaria todos vocês mortos, ms como no momento não está ao meu alcance, vim apenas conversar com vocês... como sabem, o distrito 12 estava sofrendo inumeros ataques, todos mandados por nós - sorriu - eu sei que estiveram lá pra resgatar seus amigos, e conseguiram, parabéns - bateu palmas - mas tenho duas maravilhosas notícias pra contar à vocês, a primeira é que nesse momento distrito 12 está sendo bombardeado, fazendo assim que todos os seus outros amigos, seus familiares, e pobres pessoas, provavelmente estão morrendo. Segunda notícia, é pra você querido Harry, sua mãe e irmã estão comigo, e muito bem tratadas, olhe

Ele apontou para uma tela, na qual, passava a mãe e a irmã de Harry, estavam com as roupas rasgadas em um quarto com paredes brancas, choravam sem parar.

- mas eu sei que quer vê-las, e livrá-las desse ótimo tratamento oferecido especialmente por mim... então se quer elas de volta pra você... terá que se entregar a capital, iremos cuidar bem de você Harry. e você sabe que é bem vindo... ah, Seu Nome Miller, doce garota em chamas - sorriu - essa rosa - mostrou uma rosa branca - é pra você, porque eu sempre ganho, e vou apertar a ferida que mais dói, e você sabe disso, e sabe qual é.... ah, um ótimo dia à todos do distrito 12, que a sorte esteja sempre ao seu favor

O video terminou, e todos estavam boquiabertos e em silêncio.
Tudo em minha volta parecia estar em camera lenta, sentia como se tudo estivesse em camera lenta, e desmoronando à minha volta.
Niall e Liam choravam pelas suas familias, Louis e Zayn estavam de cabeça baixa pensativo, Harry permanecia olhando para a tela paralisado.
Meu ódio pela capital aumentava a cada segundo que eu ficava naquela sala.
Abri a porta, e sai da sala. Sentia como se eu estivesse enlouquecendo, tudo girava à minha volta, o que eu podia fazer? A capital estava me usando como um fantoche? é isso? Machucando e magoando todos ao meu redor apenas para me atingir?

- filha? está tudo bem?
- a culpa é minha - encarei meu pai - só minha, é tudo minha culpa
- não é sua culpa
- é tudo minha culpa! - gritei
- calma, Seu Nome
- a culpa é minha!

Olhei em volta, fui cercada,  me seguravam enquanto eu me debatia e gritava, logo fui sedada e acabei desmaiando.

[...] 

Acordei, estava no meu quarto deitada na cama.
Me sentei rapidamente e vi Harry olhando para a janela, infelizmente, dessa vez não foi tudo um pesadelo.

- Harry? - o chamei

Lentamente, se virou e olhou pra mim, seus olhos estavam vermelhos, provavelmente já havia chorado muito.

- está melhor? você teve um ataque, mas disseram que foi tudo psicológico, então te trouxeram pro quarto
- eu não estou nada melhor - me levantei - mas e você?
- eu...

Harry parou de falar, parecia se segurar, fui até ele e o abracei forte.

- eu não sei o que fazer.... me ajuda por favor, porque eu não sei - me abraçou forte
- eu estou aqui - o beijei
- não sei... não sei  - abaixou a cabeça - o que eu faço? - me encarou
- suspirei - a minha parte mais egoísta quer você só fique comigo, mas... se eu fosse você, correria, e tentaria salvá-las a todo custo... estão sendo torturadas e ninguém merece isso, muito menos elas
- eu não quero virar alguém da capital, estou com medo
- você não vai virar alguém da capital, eu não vou deixar
- eles são muito fortes
- nós somos mais, e se não somos vamos ser mais fortes
- Seu nome... acho que vou pra capital
- eu vou fazer o impossível pra te tirar de lá
- não se mate por mim
- se precisar eu vou
- e se eu morrer...
- você não vai morrer
- mas ...
- Harry, você não vai morrer, pra capital te matar, vão ter que passar por cima de mim primeiro

continua...

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OOOOI! DEMOREI MAS POSTEI!
NÃO TENHO MUITO TEMPO, ENTÃO ESPERO QUE VOCÊS GOSTEM AMORES <333 

♠ Rocket Love- Capítulo 14: Prisão ♠

| | | 26 comentários:
~Malu ON~ 

~Gente, vou tentar postar 2 por semana agora~ 
Escutem Stay with me- Sam Smith nesse capítulo e no fim, um reggae hahaha



Só queria me livrar de toda essa dor, se tivesse uma cura que pudesse me libertar, mas não... Só o que me resta é engolir toda essa mágoa e sofrimento.

~ Flashback ON~ 

Acordei sentindo minha cabeça latejar, o cheio úmido me deu ânsia, tudo estava escuro. Somente escutava alguns cochichos vindos de outro cômodo. Foi quando coloquei as mãos em minha cabeça... Não, não podia estar acontecendo. Comecei a entrar em desespero, meus cabelos... não estavam mais ali, estavam picotados, não existiam mais.

Um imensa bola de dor começou a se formar na minha garganta, eu seria capaz de matar naquele momento. Estava jogada, o meu corpo dolorido... Queria gritar mas essa era a minha chance de escapar dali. Ouço o que reconheci ser a voz de Drew e acredito que dos irmãos Malik de longe. No quarto que estou, o mesmo que serviu de pista de dança na última festa, tinha uma janela.

Não deu tempo de pensar na dor que estava sentindo ou em mais nada, só peguei a maior quantidade de força que me sobrara e levantei, ergui a janela e me joguei para fora. Corro por entre as árvores e escuto de longe vozes gritando mas não existe tempo para nada. Meu corpo está dormente, é como se minha alma corresse, não eu mesma.

Eu grito quando visualizo um inspetor a quase cinquenta metros de distância do outro lado do Campus, meu corpo parece não aguentar mais, e quando vejo ele correndo em minha direção, somente caio de joelhos, sem fôlego, com as lágrimas caindo dos meus olhos.

Sou levada para uma salinha, logo enrolada em um cobertor. Consigo reconhecer uma das enfermeiras do Internato. Ela me faz várias perguntas que não consigo responder.

- Eu quero ir pra casa, por favor. - choramingo

- São três horas da manhã menina, o que aconteceu com você? Quem fez isso com você? - ela perguntava com horror nos olhos.

Nesse momento eu sabia que minha aparência estava bem pior do que minhas mãos conseguiam notar. Precisava sair dali, ninguém podia me ver assim.

- Ligue para meus pais, eu sei que você tem o número - A enfermaria possuía os contatos dos familiares para casos de urgência.

Não falei mais nada, não achei que conseguiria sair dali, ainda mais em um lugar tão burocrático. Mas acho que por pena ou algo assim, minutos mais tarde, eu estava entrando em um táxi.

 Minha família estava desesperada e chegaram até a chamar a polícia, mas não tinha como prosseguir com uma denúncia quando eu dizia que eu mesma tinha feito aquilo. Não sabia porquê fazer isso, esconder aquela crueldade que tinham feito comigo, só não conseguia. Tinha medo, meu corpo tremia, eu não queria pensar naquilo ou falar sobre aquilo.

Foram quatro dias, somente quatro dias depois eu consegui olhar no espelho. Foi tão rápido que só consegui voltar a si quando minha irmã pressionava minha mão com uma toalha branca, agora vermelha com meu sangue.

- Vocês precisam fazer alguma coisa, não tem como eu ficar sozinha com essa louca, ela socou o espelho do banheiro - minha irmã gritava quando meus pais voltaram do supermercado - Eu aposto que etá usando drogas, isso não é normal, olha o que ela fez com o cabelo...

Logo depois uma enxurrada de sermões foram despejados em mim. Não pensei que meus pais acreditariam tão fácil que eu havia feito aquilo comigo, mas sim, eles acreditaram. E eu levei a culpa daquilo tudo. Deviam achar mesmo que eu estava possuída pelo demônio e chegaram até a falar isso. Por mais que ficar naquela casa fosse um inferno, muito melhor do que voltar para o Internato. Eu estava horrível, ferida e com medo. Nunca mais queria sair do meu quarto.


~Narradora ON~ 



- Liam, você precisa aceitar... - Katherinne falou e Payne a olhou como se ela fosse louca.

- Você pirou? Não vou correr o risco de perder minha bolsa, eles querem que eu passe a cola das provas, se me pegarem, serei expulso. - disse nervoso

- Eles também serão. É arriscado mas é um jeito de você entrar para o grupo deles e derrotá-los de dentro. - Kathy demonstrava felicidade na voz. - Se acontecer alguma coisa, vão saber que você foi obrigado, é o aluno mais brilhante, não vão te expulsar. E você estará perto e pode conseguir provas contra eles. Aceita. Vamos acabar com eles, um por um. Começando pelo Drew... -- Liam ergue a sobrancelha.

- Pensei que queria destruir a Angel primeiro. - a garota para por um momento e faz um sinal para Liam se aproximar.

- Não comente com ninguém, por favor... - ela pede segredo - Sério Liam, eu vou confiar em você - diz mais baixo

- Pode dizer, eu nem tenho com quem falar. - Um fato.

- A irmã da Malu me ligou... E disse que ela chegou toda machucada em casa, com os cabelos cortados... - Payne ficou chocado - Tentei falar com ela, mas disse que ela não consegue nem falar... foram eles Liam.

Liam para por um momento absorvendo tudo aquilo.

- Vou aceitar.

 ********

Aquela situação era bem estranha, reunidos estavam Drew, Angel, Jake, Niall, Zayn e ... Liam. Não uma reunião para bater no mais nerd e sim algo como uma conversa. Somente estranho. 

- É muito fácil. Você vai ficar com esse celular - Liam olhou admirado. Celulares eram proíbidos... grande coisa, todos do clã tinham acesso a eles. - Eu vou ficar com esse, você vai pegar a prova, fazer, em determinado momento, vá ao banheiro e manda os gabaritos para mim por mensagem. Simples.- Drew explicou.

Sem mais conversas, a ´´parceria´´foi selada.

- Espera... - Angel disse segurando Liam pelo braço antes que ele saísse assim como os outros.

- O que foi? - perguntou sem paciência. - Vai me ameaçar outra vez? - ele cerrou os olhos para ela que o soltou.

- Não, só queria pedir para tomar cuidado... - os dois se olharam brevemente mas de forma profunda - É que eu não quero me ferrar por sua causa.

Ele não disse nada, apenas saiu a deixando ali com o coração pela metade. A cada dia que passava a garota se sentia mais envolvida por Liam, seu jeito, seu cheiro, tudo nele fazia com que ela quase perdesse o juízo. E isso era insano, ela nunca ia se permitir viver esses sentimentos.

O desenrolar da semana foi tenso, Liam sempre tinha a impressão que alguém o perseguia, ele suava frio, tinha pesadelos mas fez o que tinham combinado. Foi a peça perfeita para os negócios de seus inimigos, estes que faturaram bastante às custas do nerd e dos alunos desesperados.
50 euros por prova... Sim, talvez os membros do clã viajarão para Cancún.

O fim da semana se aproximava e as férias também... Payne agora não estava mais sendo machucado, nem agredido verbalmente e muito menos fisicamente. Era estranho o jeito como o trataram, Niall até lhe ofereceu café da cafeteria da nova sede de encontros dos malvados. Uma sala nos fundos do Internato, perto das dispensas de produtos de limpeza. Um lugar pequeno mas privado, coisa impensável em um Internato.

O espaço tinha caixotes de madeiras e duas poltronas, o máximo que cabia ali. Drew, Niall e Jake puxavam assunto com Payne e chegaram até a elogia-lo indiretamente, afinal o garoto estava gerando mais lucro do que eles pensavam.

- Você é uma mina de ouro - gritou Drew contando cédulas de notas altas nas mãos.

Payne sorriu sem graça mas por dentro se sentiu sujo e com mais ódio em seu peito. Não acreditava que estava mergulhado na lama que tanto tinha repulsa mas fazia isso por um bom motivo. Estava se infiltrando, aos poucos.

O único que nunca dirigia a palavra para Liam era Zayn. O badboy sabia que a forma como Angel olhava para o garoto não era normal, não era algo dela. Se sentia ameaçado e arquitetava mil planos para deixa-lo o mais longe possível da garota.

Um belo dia a maioria do grupo estava reunido na salinha e alguém diferente apareceu. Um garoto de olhos verdes e cabelos encaracolados, olheiras leves ao redor de seus olhos e preocupação evidente. Harry não dormia há dias.

- Preciso de um serviço de vocês. Isso é tudo o que tenho. - falou rápido e estendeu um punhado de notas, não era muito mas como o mesmo disse era tudo o que tinha.

Angel cerrou os olhos para o garoto, fez com os dedos para que ele se aproximasse, o garoto adentrou na sala claustrofóbica pela quantidade de pessoas dentro, a porta se fechou atrás dele.

- Mando o papo. - ela falou e ergueu a mão para receber o dinheiro.


***

Tumulto pelos corredores, o resultado das provas estampado nos murais. Alguns alunos com os rostos tristes pelos seus resultados, as provas estavam difíceis. Um resultado era o mais aguardado. Liam James Payne.
9,7 ... 9,5... 9,9... 8,9... nada abaixo disso. Pronto, era oficial e mais dúzias de alunos podiam comemorar também. Essas férias seriam tranquilas.

- Cara, eu sempre te achei um tremendo otário mas você me fez feliz. Isso é para você - Drew apenas colocou um bolinho de dinheiro nas mãos de Liam, piscou o olho e saiu.

O que significava aquilo? Liam pensou por minutos. Não estava nada confirmado mas acreditava que sim, de certa forma ele agora era um deles.

- Estou orgulhosa de você, foi muito valente - Kathy dizia beijando seu namorado.

- Vou conseguir destruí-los, você vai ver - ele disse e ela sorriu o abraçando apertado - Tem notícias da Malu?

A garota fez uma cara triste e balançou a cabeça negativamente. Não tinha mesmo, de fato. Era como se May Lucianne quisesse realmente sumir do mapa, desaparecer. Não pensava que ao fazer isso deixava feridos pelo caminho.

Os dois se abraçaram como se seus braços pudessem protege-los dos males daquele lugar. Ambos sofreram com ataques de pessoas que nem se importavam com as lágrimas que derramaram. Agora eram companhia um para o outro, se a dor precisa ser sentida, Katherinne e Liam pretendiam sentir juntos. Apesar das feridas deixarem cicatrizes enormes para toda a vida, a cura existia e para eles se chamava vingança.

Malas, familiares, carros e mais carros. Parecia uma saída para o fim de semana só que intensificada, as malas eram muito maiores, já que seria um mês inteiro longe daquele lugar. Pelo menos para a maioria.

Liam estava feliz, depois de meses ia finalmente ver sua mãe, estava morrendo de saudades. Só partiria no dia seguinte mas tratou de deixar suas malas prontas. Sua ansiedade mal o deixava parar quieto. Enquanto isso todos os outros alunos iam evacuando.

- Eu sei que você vai morrer de saudades de tudo aquilo... - Zayn Malik sussurrou no ouvido de sua professora ao se despedir. Ela se arrepiou instantaneamente.

Segundo sua ética profissional que Madeleine Celine Bossuet conheceu na faculdade, um relacionamento com um aluno era algo imperdoável. Mas ela não conseguiu, jogou fora as inúmeras aulas sobre aquele assunto e se entregou ao terremoto Malik. O garoto começou apenas com olhares durante as aulas, mordendo os lábios, umedecendo os lábios com sua língua e deixando outras partes da professora úmidas também. Um belo dia, ela jogou seu diploma para os ares e se entregou ao que estava desejando por meses. E se viciou.

O que ela não sabia era que para Zayn tudo era um jogo, mas se ela soubesse muito provavelmente continuaria com aquilo. Não é fácil dar adeus aos vícios. Se despediu do aluno e só rezou para o tempo passar logo para enfim tê-lo em seus braços outra vez.

Malik adorava ficar com sua professora, sem dúvidas, ela também o envolveu porém quando viu aqueles olhos castanhos, aquela mecha rebelde que fugiu da touca preta e constante... Foi aí que se sentiu envolvido. Angel, era a dona de seus pensamentos.



- Você bem que podia vir para nosso apartamento, passar as férias lá. - Zayn disse para González que revirou os olhos.

- Z... Quantas vezes preciso repetir que sou propriedade do estado, eu não posso sair daqui, essa é minha prisão. - ela disse entediada.

- Okay... Mas vou sentir saudades. Vou te ligar. - ele sorriu.

- Você sabe que odeio falar no telefone. Mas tudo bem, aproveite suas férias e cuidado para não pegar Aids, de novo. - ela zoou e ele sorriu. Amava o humor ácido da garota.

Niall e Drew passariam as férias juntos em... Cancún. Jake e Zayn iam para seu apartamento e planejavam sair bastante para fazer algo que eles adoravam, caçar novas peças para seus jogos, de preferência peças gostosas.

E Angel ficou lá. Pela janela ela via todos os alunos com suas famílias indo embora dali. Filhas abraçando seus pais, mães abraçando seus filhos... Ver aquilo fazia uma imensa bola de dor se formar na boca de seu estômago.

Os dormitórios estavam uma barulheira só, garotas empolgadas gritando com suas amigas falando das férias maravilhosas que teriam, Amélia González matou todas mentalmente e então decidiu apenas sair dali, foi para a salinha, sem dúvidas um lugar calmo para que ela pudesse ficar em paz.

Chegou, entrou e se sentou em uma das poltronas. Enfiou sua mão dentro das espumas que recheavam o lugar que sentara, e achou o que estava procurando. Enrolou algumas gramas da erva verdinha em um pedaço de papel, pegou seu isqueiro no bolso e acendeu.

- Lar... doce... lar - suspirou e começou a fumar o que sobrara da maconha que tinha conseguido a alguns dias atrás.

Estava sentindo a vibe quando alguém entra na sala e ela pula de susto.

- Você quer me matar do coração? - ela grita ao ver Liam assustado a olhando.

- Eu só vim entregar o celular. Todos já foram embora? - ele perguntou erguendo o celular para a garota.

- Sim. Só restou eu e minha namorada. - ela riu e apontou para o cigarro aceso.

- Está fumando maconha? Tem noção do quanto isso é prejudicial? - ele disse erguendo a sobrancelha.

- Tem noção do quanto isso é bom? - ela gargalhou e estendeu o cigarro para o garoto- Senta aí. - apontou para a outra poltrona e foi o que ele fez, pegando o cigarro nas mãos logo depois.

CONTINUA...


Ahhhhhhh hahaha Langel na vibe juntos

Genteee, foi mal a demora, essa semana foi da preguiça mas okay. 

Vocês são demais

Espero que gostem, no próximo episódio tem Malu e tem mais Langel

COMENTEM, QUERO MAIS DE 50 COMENTS
















Longfic - Estas quatro paredes

16 de novembro de 2014 | | | 14 comentários:


Estas quatro paredes











Capítulo 4 - seis meses em você


Eu estava no trânsito, o relógio marcava oito da noite quando meu celular começou a tocar, olhei no visor e era a mãe de , atendi o celular no mesmo instante sentindo meu coração pulsar mais forte e uma súbita esperança de que ele poderia ter acordado me invadir..

Ligação ON

: Alô? -falei com um sorriso-
Mãe dele: ? -a voz dela estava falha-
: S-Sim. -engoli em seco- O ... Ele acordou? -perguntei-
Mãe dele: Não. -nesse instante nada mais parecia importar de verdade-
: Então... O que aconteceu? Tivemos algum avanço?
Mãe dele: Não. -ela chorava- Na verdade regredimos.
: Regredimos? -senti minha visão ficar turva e diminui a velocidade- A que ponto?
Mãe dele: Ele... Ele se foi ...


Ouvi seus soluços e na mesma hora deixei o telefone cair da minha mãe. Eu estava chocada demais até pra acreditar no que tinha acabado de ouvir.

Ligação OFF


Não! Não pode ser! Aumentei a velocidade do carro em direção ao hospital e senti o desespero tomar conta do meu corpo e transbordar pelos meus olhos em lágrimas incessantes. Pisei no acelerador sentindo a adrenalina me pressiona e isso parecia tão certo, então apenas continuei acelerando até que estivesse na velocidade máxima. Foi aí então que tudo aconteceu, numa das curvas perigosas à minha frente, uma luz muito forte de uma carreta me cegou os olhos, perdi totalmente o controle do carro e a última coisa de que me lembro é de estar caindo num buraco negro.


Voltei à mim assim que ouvi uma voz suave me pedir para abrir os olhos, eu conhecia aquela voz, há muito tempo estava sem ouvi-la, mas eu a conhecia melhor do que ninguém. Instantaneamente abri meus olhos e vi olhando pra mim com seus olhos e um sorriso de lado. Eu estava confusa e não sabia se estava viva ou morta, mas só o que importava era que eu estava ao lado dele.

: Eu morri? -perguntei-


sorriu e balançou a cabeça negativamente.

: E você? 


Ele sacudiu a cabeça novamente e fiquei feliz por saber disso.

: Volta logo pra mim. -pedi-
: Eu voltarei.


Olhei para sua mão e ela estava segurando a minha. Sorri involuntariamente e apertei-a, tocou meu rosto com ternura, então sua expressão ficou triste e ele soltou minha mão correndo pra longe. Entrei em desespero e me levantei, o que na verdade fez-me cair...

****


Eram cinco da manhã quando comecei a ter pesadelos, eu havia caído da cama e estava no chão suando frio. Que raios de pesadelo/sonho foi esse? Levantei-me rapidamente e desci as escadas correndo até a cozinha. Peguei a caixa de remédios em cima da geladeira procurando desesperadamente por meus calmantes -remédios controlados- que por acaso comecei a tomar três meses atrás. Tomei três comprimidos e caminhei de volta pro quarto, adentrei o banheiro e olhei a mulher –eu- desconhecida que apareceu de frente ao espelho. Olheiras embaixo dos olhos, rosto triste e mais magro que o normal, fisionomia de alguém muito mais velha do que sou. Percebi que não conseguiria mais dormir de novo então fui fazer a única coisa que me da prazer ultimamente: escrever minha história e de .

08:00 da manhã.


O médico que toma conta de junto com meu pai e mais toda uma equipe especializada, me barrou logo na entrada do hospital. Ele estava com uma prancheta na mão e me encarava seriamente.

: Aconteceu alguma coisa com o ?
Médico: Não, mas é sobre ele mesmo que quero falar.
: O que foi?
Médico: Os sinais vitais de estão piorando, é como se o cérebro dele estivesse se desligando da terra. Aliás, ele só respira por conta dos aparelhos.
: O que quer dizer com isso? –indaguei-
Médico: Quero dizer que já fazem seis meses, eu como o médico experiente que sou, acho que deveríamos desligar os aparelhos e deixá-lo descansar.
: Como é? –perguntei incrédula- Se está sugerindo que eu desligue os aparelhos e deixe meu marido morrer você não sabe com quem está falando! Eu não vou desistir dele!
Médico: Não estou pedindo que tome decisões precipitadas –falou calmo- Só quero que pense no que é melhor pra ele.
: Como morrer pode ser o melhor pra ele?
Médico: está sofrendo , ele parou de viver, está vegetando naquela cama há seis meses, você não está pensando nele. Está pensando em você mesma, tem medo de ficar sozinha se ele morrer, mas você não ficará, e sabe disso. E o merece descansar, não acha que ele tem esse direito?

Engoli o choro umas cinco vezes antes de tentar falar de novo, mas eu não conseguiria. Então apenas virei as costas para o doutor e caminhei o longo corredor até o quarto de . Fechei a porta atrás de mim e respirei fundo algumas vezes ainda encostada nela até me recuperar. Então sentei-me na poltrona ao lado da cama e peguei meu caderninho com o capítulo de hoje. Abri na página e suspirei antes de começar.

: A frase de hoje eu escolhi por motivos pessoais que sinceramente estão acabando comigo. Ela é assim:

“Você pode fazer com que eu esqueça o mundo, mas o mundo nunca vai me fazer esquecer de você.”

: Hoje será um dos piores capítulos da nossa história: O Dia do Seu Acidente. Um dia que literalmente você me fez esquecer o mundo e pensar só em você. O pior dia da minha vida! E agora, seis meses depois, o mundo tenta fazer com que eu te esqueça, mas não da pra esquecer de si mesmo, afinal, você é uma parte de mim, eu pertenço a você e você a mim. É como se fossemos um só.

Respiro fundo tomando fôlego e então começo.

FLASHBACK ON

: Tem certeza que o vai gostar dessa?

Dei uma voltinha na lingerie mostrando pra minha melhor amiga Kara. Ela revirou os olhos entediada e disse:

Kara: É claro que vai! Que tipo de homem não gosta de ver a própria mulher numa lingerie minúscula e ainda por cima vermelha?
: Tem razão. –falei- Eu vou levar, só que...
Kara: Só que o que mulher? –perguntou toda exagerada-
: Eu quero que essa seja uma noite mais do que especial! Afinal, amanhã faz um ano que nos casamos.
Kara: Ela vai ser especial de qualquer jeito independente da sua lingerie, vai ser especial porque vocês vão estar juntos!
: Você sempre sabe o que dizer! –sorri- Te amo amiga!

P.O.Vs

Minha cabeça já começava a doer após ter inalado o perfume de quinze tipos diferentes de flores na floricultura e não encontrar nenhum que estivesse à altura de minha bela mulher. Então decidi que se um perfume não era suficiente, eu levaria um buque com todas as flores juntas. O que me custou vários minutos e olhares de quem pensava que eu estava ficando lelé da cuca, mas não estou nem aí. Por fim, saí da floricultura me sentindo satisfeito. Entrei no carro com um sorriso largo e coloquei as flores sobre o banco do passageiro.

Coloquei uma música calma pra tocar enquanto batucava no volante do carro. Cantarolei em algumas partes até que ouvi uma buzina ensurdecedora soar atrás de mim. Era um caminhão refrigerante que descia em alta velocidade, espiei no retrovisor e o motorista buzinava desesperado. Quando dei por mim que o caminhão estava sem freio já era tarde e me acertou na traseira fazendo com que o carro capotasse, vi as flores de se espalhar em um milhão até que eu batesse minha cabeça e perdesse a consciência.

P.O.Vs

Saí da loja ao lado de Kara e meu celular começou a tocar, olhei no visor e era . Abri um sorriso largo e atendi toda feliz.

: Alô? –falei toda feliz-
Xx: Quem está falando?
: . –definitivamente não era do outro lado-
Xx: Você é o que do senhor... ?
: Ele é meu marido. –respondi- O que está acontecendo? Ele perdeu o celular?
Xx: Preciso que venha até o hospital (nome do hospital) urgentemente. Seu marido sofreu um acidente e está em coma.

Senti minha visão falhar ao mesmo tempo que minhas pernas. Kara me olhava preocupada e mal percebi quando desmaiei.

FLASHBACK OFF

Suspirei lembrando-me como se fosse ontem esse dia.
: Essa é a nossa ultima recordação . –meus olhos marejaram-

Levantei-me e depositei um selinho na boca de , seu rosto se estava tão passivo, ele parecia estar em paz. Segurei sua mão voltando-me a sentar e deixei que uma lágrima caísse em cima dela. Então falei:
: E eu queria que você acordasse pra que a gente pudesse terminar essa história juntos. Por favor acorde. –implorei-

Fechei meus olhos e podia jurar que adormeceria ali, adormeceria, isso se não tivesse sentido um dos mais leves apertos em minha mão. Tão leve que quase não perceberia e poderia jurar que era um sonho. Mas então ergui minha cabeça e vi lutando para abrir os olhos.

Está aí o penúltimo capitulo da longfic, eu sei que demorei tipo muuuuuito pra postar, mas peço que me perdoem. Essa semana tem maratona Gardênia viu. Amo vocês! ♥ -Deh.